China diz que busca desempenhar papel em acordo de paz na Ucrânia

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Foto: PublicDomainPictures/Pixabay

Equipe Focus
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O ministro das Relações Exteriores da China, que forneceu forte apoio político à Rússia na invasão da Ucrânia, disse nesta terça-feira (21) que o país quer desempenhar um papel para o encerramento do conflito. Qin Gang afirmou aos participantes de uma conferência de segurança em Pequim que a China estava preocupada com a possibilidade de a guerra se estender por mais tempo. “A China está profundamente preocupada com a escalada da situação e até mesmo com a possibilidade de o conflito sair do controle”, afirmou o diplomata.

“Ao mesmo tempo, pedimos aos países relevantes que parem imediatamente de colocar combustível na fogueira, parem de jogar a culpa na China e parem de exaltar o discurso da Ucrânia hoje e de Taiwan amanhã”, disse Qin, em uma aparente referência ao apoio militar fornecido à Ucrânia pelos Estados Unidos e seus aliados e à preocupação de que a China esteja se preparando para usar a força em suas reivindicações sobre Taiwan.

Qin ainda afirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, apresentou propostas que “desempenharam um papel responsável e construtivo para aliviar a situação e reduzir a escalada da crise”, sem oferecer detalhes ou evidências. “Continuaremos a promover negociações de paz, fornecer a sabedoria chinesa para a solução política da crise na Ucrânia e trabalhar com a comunidade internacional para promover o diálogo e a consulta, abordando as preocupações de todas as partes e buscando a segurança comum”, acrescentou o diplomata.

Nesta terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China também divulgou uma longa declaração descrevendo a “Iniciativa de Segurança Global” de Xi, que visa “eliminar as causas profundas dos conflitos internacionais, melhorar a governança da segurança global, incentivar esforços internacionais conjuntos para trazer mais estabilidade e certeza a uma era volátil e em mudança, e promover a paz duradoura e o desenvolvimento no mundo ” Na única referência à invasão russa, o documento diz que a iniciativa “apoiaria a solução política de questões importantes, como a crise na Ucrânia, por meio do diálogo e da negociação”.

Em um briefing diário, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, criticou a ajuda militar fornecida à Ucrânia pelos Estados Unidos e seus aliados, dizendo que “os EUA afirmam manter a paz, mas na verdade estão ganhando dinheiro com a crise”.

A China se recusou a condenar a invasão da Rússia e criticou fortemente as sanções contra Moscou. Semanas antes da invasão da Ucrânia, os líderes da China e da Rússia declararam uma parceria “sem limites”. A China também diz que a Rússia foi provocada a usar força militar pela expansão da Otan para o leste. Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores da China afirmou durante a conferência que o país “sempre adotou uma postura objetiva e imparcial com base nos méritos da questão”.

Na segunda-feira, 20, o Kremlin informou que o presidente russo, Vladimir Putin, pode se reunir com o chefe de política externa do Partido Comunista Chinês, Wang Yi, em Moscou. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, saudou os laços entre Rússia e China como “multidimensionais e aliados por natureza”. A declaração coincidiu com a visita não anunciada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, à Ucrânia para se encontrar com o presidente Volodimir Zelenski e demonstrar apoio a Kiev. Fonte: Associated Press.

Agência Estado

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