Ciro cita Caiado e Renan Santos para o Planalto e gera desconforto no PL

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Ciro Gomes olha para Caiado em encontro ocorrido em novembro de 2025.


Por quê importa:
A sinalização de Ciro Gomes (PSDB) sobre uma eventual preferência por Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) na disputa presidencial provocou incômodo entre aliados de Flávio Bolsonaro (PL), mas não altera, por ora, a aliança construída para a eleição no Ceará. É o que relata reportagem do O Globo.

O que aconteceu

  • Ciro afirmou que votaria em Caiado “sem nenhuma dificuldade” e elogiou Renan Santos, destacando que ambos são opções para a sucessão presidencial.
  • A declaração foi interpretada por aliados de Flávio como quebra de um entendimento informal de neutralidade de Ciro na disputa nacional.

Nos bastidores

  • Integrantes do PL classificam o gesto como um desgaste político, mas descartam rompimento da aliança estadual.
  • A avaliação é que Ciro continua sendo o principal nome para enfrentar o governador Elmano de Freitas (PT), prioridade estratégica do partido no Ceará.

A estratégia do PL

  • O cálculo da campanha de Flávio Bolsonaro permanece o mesmo: utilizar a candidatura de Ciro para ampliar o desgaste do governo Lula e, por consequência, enfraquecer o palanque petista no Estado.
  • Interlocutores afirmam que a campanha pretende compartilhar informações e argumentos que reforcem as críticas de Ciro ao governo federal.

Movimentação nacional

  • A fala do ex-ministro aproximou Caiado, que deve procurá-lo nos próximos dias para aprofundar o diálogo.
  • Renan Santos comemorou publicamente a manifestação e classificou Ciro como um político “inteligentíssimo”.

Contexto
A composição entre PSDB e PL no Ceará já enfrentava resistências internas, especialmente após o desgaste envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro durante as negociações. Apesar disso, o acordo foi mantido: o PL apoia Ciro ao governo, enquanto o PSDB integra o projeto ao Senado com Alcides Fernandes.

Vá mais fundo: A declaração de Ciro evidencia o esforço do PSDB para manter autonomia na eleição presidencial, ao mesmo tempo em que preserva uma aliança estadual construída com foco exclusivo na disputa pelo Governo do Ceará.

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