Economia Azul deixa de ser conceito e entra na agenda estratégica do Ceará

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Por que importa: O Ceará está se posicionando para disputar um mercado global que movimenta trilhões de dólares e envolve portos, energias renováveis offshore, pesca, turismo, logística marítima, biotecnologia e conservação dos oceanos. Nos últimos meses, a FIEC, em articulação com diversas instituições, transformou a Economia Azul em uma das principais agendas estratégicas da indústria cearense. (Sistema FIEC).

O que aconteceu
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará promoveu nos dias 8 e 9 de junho o Ocean Summit 2026, evento internacional realizado na Casa da Indústria, em Fortaleza, reunindo empresários, pesquisadores, representantes do setor público e especialistas nacionais e estrangeiros para discutir oportunidades ligadas à Economia Azul. O encontro foi organizado pelo Observatório da Indústria Ceará, em parceria com o Sebrae, com apoio da ADECE e do Hub ODS Ceará. A programação coincidiu com o Dia Mundial dos Oceanos, data reconhecida pela ONU. (Sistema FIEC)

O diferencial
Não se tratou apenas de um seminário ambiental. A estratégia apresentada pela FIEC busca transformar a Economia Azul em vetor de desenvolvimento econômico, atração de investimentos, inovação tecnológica e geração de empregos para o Ceará. (adece.ce.gov.br). O evento integrou o projeto “Economia Azul: Ceará na Década do Oceano”, iniciativa que pretende estruturar inteligência econômica, capacitação empresarial e novas cadeias produtivas ligadas ao mar.

O nome de maior peso
O principal destaque foi a presença do economista belga Gunter Pauli, reconhecido mundialmente como criador do conceito de Economia Azul. Pauli defende modelos econômicos capazes de gerar riqueza utilizando recursos naturais de forma regenerativa, reduzindo desperdícios e criando novos negócios sustentáveis. Sua participação colocou Fortaleza no radar internacional do debate sobre desenvolvimento oceânico. (Observatório da Indústria)

O que está por trás
A movimentação da FIEC não surgiu agora. Desde 2024, o Observatório da Indústria vem desenvolvendo estudos sobre Economia do Mar, mapeando oportunidades para o Ceará em áreas como:

  • energias renováveis offshore;
  • hidrogênio verde;
  • pesca e aquicultura;
  • indústria naval;
  • turismo náutico;
  • biotecnologia marinha;
  • logística portuária;
  • monitoramento ambiental;
  • economia circular ligada aos oceanos. (Observatório da Indústria)

Em 2025, o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, já havia iniciado articulações para formação de lideranças e desenvolvimento de projetos voltados à Economia Azul.

O Ceará larga na frente
Poucos estados brasileiros possuem uma combinação tão favorável para esse mercado:

  • mais de 570 km de litoral;
  • Complexo do Pecém;
  • projetos de hidrogênio verde;
  • infraestrutura portuária consolidada;
  • potencial para energia eólica offshore;
  • vocação pesqueira e aquícola;
  • localização estratégica próxima à Europa e América do Norte. (Prefeitura de Fortaleza)

Por isso, a Economia Azul vem sendo tratada por lideranças empresariais como uma possível nova fronteira de crescimento econômico para o Estado.

O que chamou atenção
A cobertura do Ocean Summit ultrapassou os canais institucionais. O evento ganhou espaço em veículos empresariais, econômicos e especializados, como este Focus Poder, reforçando a tentativa de posicionar Fortaleza como centro nacional de discussão sobre o tema.

Nas entrelinhas
A FIEC está construindo uma narrativa semelhante à que o Ceará utilizou para se tornar referência nacional em energias renováveis. A aposta agora é que a Economia Azul seja o próximo grande ciclo de desenvolvimento econômico do Estado, conectando sustentabilidade, indústria, inovação e atração de investimentos internacionais. (Sistema FIEC)

Bottom line: Mais do que um evento, o Ocean Summit mostrou que a Economia Azul deixou de ser apenas um conceito acadêmico. A agenda entrou oficialmente na estratégia econômica do Ceará e pode influenciar investimentos, políticas públicas e novos negócios ao longo da próxima década.

Principais articuladores da Economia Azul no Ceará

1. Ricardo Cavalcante — liderança empresarial e institucional da agenda, presidente da Câmara Setorial de Economia Azul da ADECE

2. Rômulo Alexandre Soares — principal articulador de governança, relações institucionais e construção do ecossistema da Economia Azul.

3. Guilherme Muchale — responsável pela inteligência econômica e formulação técnica do projeto dentro do Observatório da Indústria.

4. Sampaio Filho — articulador histórico dos temas de inovação, internacionalização e desenvolvimento estratégico ligados ao mar.

5. ADECE e Câmara Setorial de Economia Azul — estrutura institucional que vem consolidando a agenda junto ao Governo do Estado.

Exposição foi conduzida por Rômulo Alexandre Soares, advogado e especialista em Direito do Mar, presidente da Câmara Setorial de Economia Azul da ADECE, e por Guilherme Muchale, gerente do Observatório da Indústria.

Leitura dos bastidores
Se Ricardo Cavalcante é o líder político-empresarial que deu escala ao tema, Rômulo Alexandre Soares aparece como um dos principais formuladores e conectores da agenda, especialmente na articulação entre FIEC, ADECE, universidades, organismos internacionais e setor privado. Sua presença recorrente nos debates, sua liderança na Câmara Setorial e o protagonismo no Ocean Summit indicam que ele está entre os nomes mais influentes da construção da Economia Azul no Ceará.

3. Guilherme Muchale — responsável pela inteligência econômica e formulação técnica do projeto dentro do Observatório da Indústria.

4. Sampaio Filho — articulador histórico dos temas de inovação, internacionalização e desenvolvimento estratégico ligados ao mar.

5. ADECE e Câmara Setorial de Economia Azul — estrutura institucional que vem consolidando a agenda junto ao Governo do Estado.

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