
Medida emergencial: O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma linha de crédito de até R$ 1 bilhão para companhias aéreas, com o objetivo de amenizar os efeitos da alta do querosene de aviação (QAV), pressionado pela crise no Oriente Médio.
Sem garantias: Pelo modelo proposto, a União assume integralmente o risco de inadimplência, um formato incomum no mercado. O crédito será destinado a empresas como Azul, Gol Linhas Aéreas e LATAM Airlines, que concentram a maior parte dos voos no país.
Custo em alta: O QAV acumula aumento superior a 80% nos últimos meses, elevando significativamente os custos operacionais. O combustível representa mais de 30% das despesas das companhias e já impacta diretamente o preço das passagens.
Impacto ao consumidor: Em março, a tarifa média de voos domésticos chegou a R$ 707,16, alta de 17,8% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil.
Regras: A linha de crédito terá prazo de até seis meses, com pagamento em parcela única ao final. Cada empresa poderá acessar até 1,6% do faturamento bruto de 2025, limitado a R$ 330 milhões.
Operação: O Banco do Brasil atuará como operador da linha, sem análise de risco das empresas. Os recursos virão do Tesouro Nacional.
Contexto: A medida integra um pacote mais amplo de apoio ao setor aéreo, que inclui redução temporária de tributos sobre combustíveis e adiamento de tarifas de navegação aérea. A proposta ainda depende de regulamentação do Conselho Monetário Nacional.






