
Equipe Focus
Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe econômica parecem não ter um discurso tão afinado. No dia seguinte após falar aos investidores em palestra promovida pela GPS Investimento, o economista Paulo Guedes, responsável pela elaboração da proposta econômica de Bolsonaro, acabou sendo constrangido através de publicações em redes sociais. Na terça-feira, 18, Guedes defendeu, segundo o jornal Folha de S.Paulo, a criação de uma contribuição previdenciária para financiar o INSS no processo de transição para uma nova forma de previdência – uma espécie de CPMF, segundo o jornal.
Nesta quarta-feira, 19, Bolsonaro acabou contradizendo Guedes, ao afirmar pelo twitter que “nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!”. Em julho, quando esteve em Fortaleza para participar em evento promovido pela LIDE, Guedes já afirmara ao Focus.Jor que as conversas com Bolsonaro já se davam de forma esporádica, geralmente 1 vez por mês.
Segundo Guedes, a nova contribuição incidiria sobre as movimentações financeiras e seria destinada a financiar o INSS, no regime transitório. Além disso, o economista afirmou que existe a ideia de criar uma alíquota única do Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas, e aplicar a mesma taxa na tributação da distribuição de lucros e dividendos.







