Ibovespa passa a subir em junho, aos 122,6 mil, em alta de 1,07% na sessão

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Bolsa de Valores. Foto: Freepik

Os ativos brasileiros tiveram um início de semana de relativa descompressão, favorecidos por agenda esvaziada nesta segunda-feira e também pela trégua nos ruídos políticos. Assim, com dólar em queda perto de 1%, a R$ 5,39, e com viés de baixa nos DIs futuros, o Ibovespa subiu 1,07%, aos 122.636,96 pontos, no maior nível de fechamento desde o último dia 6. Em junho, que chega ao fim para o mercado na sexta-feira, o Ibovespa passa a acumular leve ganho de 0,44%, limitando a perda do ano a 8,61%. O giro ficou em R$ 18,1 bilhões. A alta desta segunda-feira foi a quinta consecutiva para o Ibovespa.

“Mais um dia de recuperação para o Ibovespa, puxado hoje pelos bancos, com o dólar cedendo e os juros futuros caindo também”, diz Gabriel Mota, operador de renda variável da Manchester Investimentos, destacando o desempenho a princípio “tímido” das grandes ações de commodities, como Vale (ON +0,12%), o que impedia que o Ibovespa fosse mais longe nesta segunda-feira – mas reforçado no fechamento por Petrobras (ON +1,91%, PN +0,93%, ambas nas máximas da sessão no encerramento), em dia de avanço em torno de 1% para as cotações do Brent e do WTI, com o relativo enfraquecimento global do dólar neste começo de semana

Mota destaca a recuperação técnica do Ibovespa, em semana que traz a ata do Copom, na terça-feira, e novos dados de inflação no Brasil, na quarta, e nos EUA, na sexta-feira – fatores que, em conjunto, tendem a contribuir para a formação de preços.

Na agenda do dia, destaque apenas para o Focus, divulgado pela manhã. “O Focus divulgado hoje apresentou alterações nas expectativas para o IPCA e PIB”, diz Guilherme Jung, economista da Alta Vista Research. “As expectativas para a taxa Selic foram mantidas em 10,50% para 2024, 9,50% para 2025, e 9,0% para 2026 e 2027. E, para o PIB, a projeção para 2024 foi ligeiramente aumentada de 2,08% para 2,09%, enquanto as previsões para 2025, 2026 e 2027 permaneceram em 2,00%.”

“É importante notar que, para 2024 e 2025, essas expectativas para a Selic ainda diferem significativamente dos patamares precificados na curva de juros do mercado, que atualmente estão em torno de 11,06% e 11,93%, respectivamente”, acrescenta o economista. Para a inflação, as projeções para 2024 e 2025 foram elevadas de 3,96% para 3,98% e de 3,80% para 3,85%, respectivamente, enquanto para 2026 e 2027 foram mantidas em 3,60% e 3,50%, destaca também Jung.

Na ponta vencedora do Ibovespa, Magazine Luiza fechou em alta de 12,28%, após anúncio de parceria com a AliExpress, varejista chinesa do Grupo Alibaba, em sua plataforma de marketplace no Brasil. “É a primeira vez que a AliExpress (Alibaba) faz parceria com uma empresa de fora da China”, diz Pedro Marcatto, operador de renda variável da B.Side Investimentos, destacando “sinergia entre as empresas e ganho de capilaridade no mercado nacional para ambas”.

“O ganho está ligado à penetração de mercado que elas terão, podendo resultar no aumento de faturamento. E os desafios se relacionam à governança das companhias: se, de fato, vai ser uma relação benéfica a ambas, pelo custo de oportunidade desta parceria; e são duas empresas com culturas muito diferentes”, acrescenta.

Destaque também nesta segunda-feira para Hapvida (+5,99%) e MRV (+5,43%). Entre os grandes bancos, os ganhos na sessão chegaram a 1,44%, em Itaú PN, e a 1,67%, em Santander Unit. Na ponta perdedora do Ibovespa, Embraer (-1,03%), CCR (-0,67%) e Weg (-0,51%) – apenas 11 dos 86 papéis da carteira Ibovespa fecharam o dia em baixa.

Agência Estado

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