Manguezais brasileiros armazenam mais de R$ 48 bilhões em dióxido de carbono, aponta estudo

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O fato: Os manguezais brasileiros armazenam aproximadamente 1,9 bilhão de toneladas de dióxido de carbono (CO₂), o que representa um valor estimado de R$ 48,9 bilhões no mercado de carbono. Esses ecossistemas, que se localizam em 13.906 quilômetros quadrados ao longo da costa do país, ajudam a mitigar o aquecimento global ao reterem esse gás. O estudo foi divulgado pelo projeto Cazul, ligado à ONG Guardiões do Mar, durante a 16ª Conferência de Biodiversidade da ONU (COP 16), realizada em Cali, Colômbia.

O mercado de carbono consiste na comercialização de créditos para compensar emissões de gases poluentes. No Brasil, esses créditos são negociados no mercado voluntário a US$ 4,6 (R$ 25,85) por tonelada de CO₂. Em uma economia de baixo carbono, o valor de cada crédito poderia chegar a US$ 100 (R$ 562), elevando o valor total dos manguezais para R$ 1,067 trilhão.

Contexto: Os manguezais têm uma importância estratégica para o meio ambiente e a economia, funcionando como barreiras naturais contra a erosão e tempestades, além de atuar como berçários para diversas espécies marinhas. Esses ecossistemas retêm CO₂ de forma mais eficiente do que outras florestas, devido à característica de seu solo lamacento, que reduz a decomposição da matéria orgânica e, consequentemente, a liberação de carbono na atmosfera.

Além dos benefícios ambientais, a preservação dos manguezais tem o potencial de gerar riqueza para comunidades locais, como pescadores, marisqueiros e quilombolas. A inclusão dessas populações no mercado de carbono é defendida por especialistas, como a pesquisadora Laís Oliveira, líder do projeto Cazul.

Impactos: A pesquisa destaca que o Brasil concentra 8% das áreas de mangue do mundo, atrás apenas da Indonésia, que possui 20%. A maior concentração de manguezais no Brasil está localizada na costa amazônica, e a vegetação se expande anualmente, aumentando o potencial de geração de créditos de carbono.

A regulamentação do mercado de carbono no Brasil ainda está em tramitação no Congresso Nacional. O Projeto de Lei 182/2024, que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, já foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue em discussão. A regularização desse mercado poderá elevar o valor dos créditos de carbono e obrigar empresas poluidoras a compensarem suas emissões.

Com informações da Agência Brasil

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Pesquisa Focus Poder/Atlas: Lula é a maior força eleitoral do Ceará; Veja tudo

Pesquisa Focus Poder + Atlasintel para o Senado: diagnóstico em 13 pontos

Guimarães foi o protagonista da articulação que levou Luizianne à compor chapa governista

Ceará consolida elite da educação brasileira no Ideb; Brasil segue sem atingir metas do ensino médio

TRE rejeita tese do relator e mantém Federação União Progressista na chapa de Ciro Gomes

Quaest abre vantagem para Ciro, mas a campanha ainda reserva muitas variáveis

Emandas bilionárias e outros privilégios deve baixar índice de renovação de mandatos federais

Selo do TSE divide institutos; AtlasIntel apoia iniciativa e acende debate sobre precisão das pesquisas

Aval de Lula consolida Cid Gomes como candidato ao Senado e aproxima definição da chapa governista no Ceará

O Duplo Twist Carpado de Mauro Filho

Obtuário: Cid Carvalho, uma voz que atravessou gerações da comunicação e da política cearense

A chapa dos sonhos do governismo no Ceará

MAIS LIDAS DO DIA

Pesquisa BTG/Nexus aponta Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 44% no 2º turno

Casas Bahia pede recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões

Tarifa dos EUA amplia desvantagem do Brasil ante concorrentes

Siará Tech Summit 2026 reúne integrantes dos comitês de inovação do Ceará

O futuro não se presume; Por Dimas de Oliveira Costa