
A Prefeitura de Maracanaú lançou nesta terça-feira (29) o Maracanaú Cuidar+, programa municipal que prevê a oferta gratuita de medicamentos injetáveis à base de semaglutida e liraglutida, conhecidos popularmente como “canetas”, para moradores que atendam aos critérios definidos pela rede municipal de saúde.
Segundo a Prefeitura, a iniciativa é voltada ao cuidado integral de pessoas com obesidade e inclui acompanhamento médico, nutricional e farmacêutico, além de orientações sobre alimentação e atividade física. O tratamento medicamentoso será adotado quando houver indicação clínica, conforme avaliação individual e protocolo municipal.
O lançamento ocorreu no Palácio das Maracanãs, com a presença do prefeito Roberto Pessoa, do vice-prefeito Gerson Cecchini, do presidente da Câmara Municipal, Raphael Pessoa, e do secretário municipal de Saúde, Ícaro Borges.
Quem poderá participar
Para ser incluído no programa, o paciente deverá:
- residir em Maracanaú;
- estar cadastrado na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência;
- ter diagnóstico de obesidade;
- apresentar níveis glicêmicos alterados.
Atender aos critérios não significa início imediato do tratamento. A entrada seguirá critérios clínicos de prioridade e dependerá da avaliação da equipe de saúde.
Como funciona
O primeiro passo é o cadastro inicial de interesse, feito por meio de um QR Code que será disponibilizado nos canais oficiais da Prefeitura e nas UBS. O formulário é autodeclarado e serve para manifestar interesse no programa, mas não representa uma inscrição definitiva nem garante uma vaga.
Depois do cadastro, a confirmação dos critérios ocorre na UBS de referência. A equipe de saúde avalia cada caso, solicita os exames necessários e verifica se o tratamento é seguro e indicado.
A prescrição é feita por profissional de saúde, e o medicamento é retirado com dispensação e orientação farmacêutica. Os pacientes aprovados terão acompanhamento contínuo, com consultas de retorno e avaliação periódica dos resultados e da segurança do tratamento.
A Prefeitura orienta que os medicamentos não sejam buscados diretamente em farmácias públicas sem avaliação da equipe de saúde. O uso sem indicação médica pode apresentar riscos. As informações fornecidas no cadastro serão tratadas sob as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Iniciativa ocorre em meio a debate nacional
O lançamento ocorre enquanto o Ministério da Saúde avalia a incorporação de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em 24 de setembro, a pasta protocolou na Conitec um pedido para analisar a oferta dos medicamentos no tratamento da obesidade.
Segundo o Ministério da Saúde, a eventual incorporação nacional deverá definir critérios clínicos para o acesso aos medicamentos. Atualmente, a pasta conduz estudos sobre o uso dos chamados agonistas de GLP-1 em pacientes do SUS.






