Pressão faz entidades recuarem em acordo com Prefeitura e endossarem movimento contra alta nas taxas

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Nota de repúdio “Na contramão do desenvolvimento” foi divulgada ontem

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br
Em nota divulgada ontem, 5, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE) comunicou que acionará a Justiça contra as mudanças no Código Tributário Municipal. A decisão foi tomada em meio à pressão de empresários, que seguiram movimento contra o aumento nas taxas de alvarás apesar do acordo firmado entre suas entidades, incluindo a Fecomércio, e a Prefeitura de Fortaleza.
No texto, a Fecomércio afirma que está “adotando todas as medidas judiciais cabíveis, assim como elaborando ações junto ao Legislativo para reverter os efeitos dessa Lei”. Em nome dos 33 sindicatos filiados – que representam 150 mil empresas cearenses, a entidade critica a legislação que prevê alta de taxas na cobrança de alvarás de funcionamento dos setores produtivos da Capital. “Além do aumento abusivo de valores que chegam a 800%, a cobrança do alvará passou a ser anual, elevando ainda mais a carga tributária das empresas”. A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), outra a participar do acordo com o município, também recuou e voltou a fazer coro com os industriais contra as mudanças na legislação.
Leia nota na íntegra:
“A Fecomércio Ceará e seus 33 sindicatos filiados, representando 150 mil empresas do comércio de bens, serviços e turismo, torna público seu repúdio à Lei Complementar 241, da Prefeitura de Fortaleza, que altera o modelo de cobrança dos alvarás e licenciamentos. Além do aumento abusivo de valores que chegam a 800%, a cobrança do alvará passou a ser anual, elevando ainda mais a carga tributária das empresas.
A aprovação dessa Lei demonstra total falta de respeito e de capacidade de diálogo da Prefeitura com a sociedade e com todo o setor produtivo, especificamente com o comércio de bens, serviços e turismo, segmento que mais contribui com a geração de emprego e renda da quinta maior capital do País. Atitudes como essa provocam desestímulo aos empresários que pretendem empreender e afastam os que estão instalados provocando uma verdadeira fuga para cidades mais atrativas da região metropolitana.
Nesse contexto, a Fecomércio e seus sindicatos filiados vêm informar que estão adotando todas as medidas judiciais cabíveis, assim como elaborando ações junto ao Legislativo para reverter os efeitos dessa Lei. Aguardamos que a Prefeitura de Fortaleza reveja a sua decisão, reconhecendo que o caminho do desenvolvimento, do empreendedorismo, da geração de emprego e renda é o melhor para toda a sociedade de Fortaleza.​”
Leia mais
+ Salmito vem mantendo distância do debate dos alvarás
+ Caso dos alvarás mostra o divórcio entre bases empresariais e suas entidades representativas

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Relação de Flávio com Vorcaro faz Michelle entrar no radar presidencial

Alece vai batizar rodovia do Cumbuco com nome de Lúcio Brasileiro

AtlasIntel detecta erosão do “bônus nordestino” de Lula e acende alerta para 2026; Ceará é ponto importante

J&F, holding dos irmãos Batista, amplia presença no Ceará com compra de termelétrica em Maracanaú

Ciro voltará à disputa pelo Governo do Ceará após 36 anos

Queda da violência esvazia principal discurso da oposição no Ceará

O Ceará em outro patamar: energia, dados e poder

Pesquisa Quaest mostra disputa presidencial em 10 estados, incluindo o Ceará

Obituário: Lúcio Brasileiro 1939-2026

Ciro Gomes no fio da navalha: até onde vai sem cair no bolsonarismo

Um dos protagonistas do jogo, Aldigueri reposiciona Cid como candidato no centro da disputa

PCC vira multinacional do crime e expande poder global, diz Wall Street Journal

MAIS LIDAS DO DIA

Vice-diretor da faculdade direito da UFC defende tese sobre infraestrutura da IA

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Câmara aprova aposentadoria compulsória aos 75 anos para empregados de estatais

Petrobras opera refinarias acima de 100% da capacidade em meio à alta do petróleo

Eólicas offshore no Ceará podem afetar pesca artesanal em 23 municípios, aponta estudo da UFC