STF forma maioria para manter cobrança de ICMS sobre tarifas de energia

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal – STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a cobrança de ICMS sobre tarifas de transmissão (TUST) e de distribuição (TUSD) de energia elétrica. O julgamento em plenário virtual começou na última sexta-feira, 24, e vai até amanhã, 3. Dos oito ministros que votaram, apenas André Mendonça divergiu até o momento.

A Corte referendou decisão do ministro Luiz Fux, de 9 de fevereiro. A determinação atendeu a pedido dos estados, que alegam perda bilionária com a retirada do tributo sobre as TUST/TUSD. A medida liminar suspendeu as mudanças na base de cálculo do ICMS impostas pela Lei Complementar 194, aprovada pelo Congresso no ano passado. A lei também determinou um teto para a alíquota do ICMS sobre energia elétrica, combustíveis e outros itens enquadrados como serviços essenciais.

Ao votar a favor da cobrança, Fux considerou o impacto aos cofres públicos apontado pelos estados. “A estimativa é a de que, a cada 6 meses, os Estados deixam de arrecadar, aproximadamente, R$ 16 bilhões, o que também poderá repercutir na arrecadação dos municípios, uma vez que a Constituição Federal determina que 25% da receita arrecadada com ICMS pelos estados deverá ser repassada aos municípios”, afirmou Fux na decisão.

Na prática, apesar da mudança aprovada em lei, a maioria dos estados manteve a cobrança sobre as tarifas de transmissão e distribuição de energia. De acordo com levantamento feito a pedido da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), 19 estados descumpriram a norma.

A situação de descumprimento à lei também foi considerada por Fux. “O motivo pelo qual os Estados permaneceram cobrando o tributo reside na dificuldade em regulamentar o teor da lei complementar, considerando a complexidade dos componentes da tarifa de energia elétrica. É dizer que sem a regulamentação das Secretarias de Fazenda sobre como deveriam ser feitas as exclusões, não se torna possível a redução da base de cálculo do ICMS”, escreveu.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Relação de Flávio com Vorcaro faz Michelle entrar no radar presidencial

Alece vai batizar rodovia do Cumbuco com nome de Lúcio Brasileiro

AtlasIntel detecta erosão do “bônus nordestino” de Lula e acende alerta para 2026; Ceará é ponto importante

J&F, holding dos irmãos Batista, amplia presença no Ceará com compra de termelétrica em Maracanaú

Ciro voltará à disputa pelo Governo do Ceará após 36 anos

Queda da violência esvazia principal discurso da oposição no Ceará

O Ceará em outro patamar: energia, dados e poder

Pesquisa Quaest mostra disputa presidencial em 10 estados, incluindo o Ceará

Obituário: Lúcio Brasileiro 1939-2026

Ciro Gomes no fio da navalha: até onde vai sem cair no bolsonarismo

Um dos protagonistas do jogo, Aldigueri reposiciona Cid como candidato no centro da disputa

PCC vira multinacional do crime e expande poder global, diz Wall Street Journal

MAIS LIDAS DO DIA

Ciro deu a largada: “sou teu, Ceará”. E sem Bolsonaro; Por Emanuel Freitas

O novo risco invisível dos influencers: perder o Instagram por não entender que perfil também é ativo empresarial. Por Frederico Cortez