Zanin diz a líderes evangélicos que STF não deve ‘legislar’ sobre aborto e drogas

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Foto: TRF-3/ Sylvio Sirangelo

O advogado Cristiano Zanin Martins tem procurado líderes evangélicos para costurar apoio no Senado à sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). A religiosos, ele tem dito que, como ministro, não defenderá que a Corte “legisle” sobre pautas conservadoras, como aborto e drogas, caras ao segmento religioso

O candidato, que defendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processos da Operação Lava Jato, precisa ser sabatinado na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa. Seu nome passará por votação no colegiado e depois seguirá para o plenário.

Como mostrou a Coluna do Estadão, Zanin tem conquistado líderes evangélicos e agora vai buscar a maior bancada do Senado, a do PSD. Na manhã desta quarta-feira, 7, o advogado se reuniu com senadores na casa do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), um dos principais atores religiosos do Congresso, apurou o Estadão/Broadcast. O café da manhã contou com a presença de senadores como Hiran Gonçalves (PP-RR) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Na terça-feira, 6, o advogado teve um encontro com o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), segundo-vice-presidente da Câmara e ex-presidente da Frente Parlamentar Evangélica. “É um indicado ao STF que quer dialogar com todos os segmentos da sociedade”, disse Sóstenes.

Apesar de causar polêmica o fato de Lula ter indicado seu próprio advogado ao STF, Zanin tem causado boa impressão nesses encontros. “Acho oportuno que ele possa ter a possibilidade de apresentar aos senadores conservadores o que ele pensa sobre nossos assuntos, aí cada senador poderá fazer seu juízo de valor”, afirmou Sóstenes.

Nas conversas com os religiosos, Zanin tem se apresentado e contado a trajetória de sua família, com histórias sobre a mulher e os filhos. De acordo com relatos à reportagem, o advogado tem pedido que os líderes atuem como “pontes de diálogo” com os evangélicos onde houver qualquer sinal de resistência à sua indicação ao STF.

Fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast avaliam que, diante de uma composição mais conservadora do Senado, Zanin tem tentado abrir maior diálogo com a bancada evangélica. Segundo pessoas que conversaram com o advogado, ele tem reforçado que a discussão sobre temas polêmicos cabe ao Congresso. O julgamento sobre a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio já está na pauta deste ano do STF. Há a expectativa de que a descriminalização do aborto seja também incluída.

Agência Estado

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