
Fortaleza registrou a segunda maior alta do Brasil no valor da cesta básica em abril de 2026, segundo levantamento divulgado pelo Dieese. O custo dos alimentos essenciais subiu 5,46% na capital cearense, ficando atrás apenas de Porto Velho, que teve avanço de 5,60%.
Cesta básica chega a R$ 767,67 na capital cearense: Com o aumento registrado no mês, o valor da cesta básica em Fortaleza passou de R$ 727,90 em março para R$ 767,67 em abril.
Segundo o Dieese, a elevação foi puxada principalmente pelos preços do tomate, da carne bovina e do feijão.
Tomate lidera reajustes e acumula disparada: Entre os produtos pesquisados, o tomate apresentou a maior alta mensal, com reajuste de 25,58%, alcançando R$ 129 no total considerado na cesta básica.
Também tiveram aumento:
- carne bovina: 4,27%;
- feijão: 2,75%;
- arroz: 2,55%;
- leite: 1,85%;
- pão francês: 1,28%;
- banana: 0,80%;
- manteiga: 0,22%.
Por outro lado, alguns itens registraram queda, como farinha (-2,78%), óleo (-1,21%), açúcar (-1,05%) e café (-0,29%).
Cesta consome mais da metade do salário mínimo: De acordo com o levantamento, um trabalhador que recebe o salário mínimo nacional de R$ 1.621 precisou comprometer 51,20% da renda líquida para comprar os produtos básicos em Fortaleza.
O tempo médio de trabalho necessário para adquirir a cesta também aumentou, passando de 98 horas e 47 minutos em março para 104 horas e 11 minutos em abril.
Já o custo estimado da alimentação mensal para uma família com dois adultos e duas crianças chegou a R$ 2.303,01.
Alta acumulada supera 11% em seis meses: No acumulado dos últimos seis meses, a cesta básica em Fortaleza avançou 11,78%. Na comparação com abril de 2025, a alta foi de 2,83%.
Entre os produtos com maiores aumentos em 12 meses estão:
- tomate: 61,65%;
- feijão: 33,73%.
Todas as capitais tiveram aumento: Segundo o Dieese, todas as 27 capitais pesquisadas apresentaram alta no valor da cesta básica entre março e abril.
Após Porto Velho e Fortaleza, as maiores variações ocorreram em:
- Cuiabá: 4,97%;
- Boa Vista: 4,36%;
- Rio Branco: 4,05%.
No ranking nacional, São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 906,14. Fortaleza aparece na 12ª posição entre as capitais analisadas.
Oferta reduzida e demanda internacional pressionam preços: O Dieese aponta que a alta do tomate está relacionada à redução da oferta durante a transição entre as safras de verão e inverno.
No caso da carne bovina, o aumento foi influenciado pela demanda internacional aquecida e pela menor oferta de animais para abate.
Já o feijão continua pressionado pela demanda no varejo.
Salário mínimo ideal ultrapassa R$ 7,6 mil: Com base no custo das despesas essenciais de uma família de quatro pessoas, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário em abril deveria ser de R$ 7.612,49.
O valor corresponde a aproximadamente 4,7 vezes o piso nacional atual.






