
Equipe Focus
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A pandemia da Covid-19 provocou a corrida das organizações na busca de formas mais eficientes de gerir cadeias de suprimentos.
Limitações das cadeias de suprimento e de sua gestão foram expostas e isso exigiu ainda mais soluções de profissionais de logística e gestão de cadeia de suprimentos no contexto corporativo.
Dessa forma, empresas passaram a prestar mais atenção nesses profissionais.
De acordo com o Dr. Fernando Viana, professor adjunto do Programa de Pós-Graduação em Administração de Empresas (PPGA), da Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição de ensino da Fundação Edson Queiroz, o mercado de logística, que é uma atividade-chave na operação das cadeias de suprimentos, teve um forte crescimento nos últimos anos.
“Crescimento este que normalmente está atrelado ao crescimento da economia no estado, aos investimentos direcionados à melhoria da infraestrutura logística, como portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, entre os quais o Porto de Pecém tem um papel muito importante; e, mais recentemente, ao grande crescimento do comércio eletrônico, que se intensificou muito com a pandemia da Covid-19”, afirma.
Segundo Viana, esse crescimento do comércio eletrônico tem atraído empresas que atuam no setor a implantar centros de distribuição no Ceará, como Amazon e Magazine Luiza, por exemplo, além de instalações que demandam profissionais especializados na área de logística e supply chain.
Supply Chain e gestão de risco
Supply chain, ou cadeia de suprimento, “é o conjunto de empresas/instituições que estão envolvidas em operações de compra e venda. Essa cadeia precisa ser gerenciada, daí o conceito de Supply Chain Management (gestão da cadeia de suprimento)”, complementa o professor Dr. Fernando Viana.
Segundo ele, nas últimas décadas, observou-se uma tendência cada vez maior de as empresas terceirizarem atividades e processos não relacionados ao seu core business. “Ou seja, a verticalização deixou de ser considerada como uma estratégia interessante, embora existam ainda vários casos de sucesso de empresas que adotam a verticalização como importante estratégia corporativa. Por exemplo, o grupo M. Dias Branco”, pontua.
A tendência de terceirização no contexto do mundo globalizado fez com que as cadeias de suprimento se expandissem em termos geográficos, as chamadas “cadeias de suprimento globais”, e consequentemente se tornassem mais complexas para serem gerenciadas.
“Isso fez com que a adoção dos pressupostos da gestão da cadeia de suprimento, como relacionamentos de longo prazo com menos fornecedores, intensa troca de informação e conhecimento entre os diferentes componentes da cadeia, maior interação entre os membros da cadeia para resolução de problemas e desenvolvimento de inovações, se tornasse algo essencial no mundo corporativo”, explica Viana.







