
Uma audiência entre um brasileiro radicado em Angola e sua ex-mulher, que reside no Brasil, realizado na terça-feira, 17, fez história. Foi a primeira mediação realizada na Justiça brasileira realizada com uso do aplicativo WhatsApp. Os dois discutiam há 10 anos a partilha de bens do casal e somente com uso do aplicativo foi possível coloca-los frente a frente para que chegassem a um acordo. A iniciativa foi do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Fórum da Leopoldina, na zona norte do Rio de Janeiro, através do projeto Justiça Digital do Núcleo Permanente de Solução de Conflitos (Nupemec), do Tribunal de Justiça do Rio.
De acordo com o coordenador do Cejusc, juiz André Tredinnick, “o principal benefício é escapar de um cenário desagradável da Justiça que, às vezes, por impedimento de viagem ou questão de saúde a pessoa não pode estar presente, e assim pedir o adiamento da audiência. Com a videochamada, a parte participa graças ao telão. Só que, em vez do advogado falar remotamente com o cliente, ele fala ao mesmo tempo. É um grande avanço para evitar adiamentos sucessivos. Nossa missão é fazer a audiência, julgar”. Ele explicou que até o uso do papel pode ser dispensado, já que todo o procedimento é digital.







