
Por Frederico Cortez
Post convidado em celebração do Dia do Advogado
São no mínimo cinco anos para a graduação e outros para aprovação na peneira da OAB na busca da tão sonhada licença para o exercício da advocacia. E aí chega-se o fatídico amanhecer para a pergunta que atormenta a todo (a) novato (a) advogado (a): “E agora?! O que vou fazer hoje? Opções. Primeira: virar concurseiro. Segunda: ser empregado de um escritório de advocacia. E por fim, a terceira. Qual seja: começar advogar de forma independente.
Três caminhos, com destinos diversos e um ponto em comum. Todos são advogados (as) habilitados (as) para o exercício do seu múnus. O futuro? É o presente!
Neste mês de agosto, mais precisamente no dia 11, comemora-se o dia do advogado (a) e já próximo de iniciar o segundo quartil do século XXI vislumbra-se que a advocacia assumiu outros contornos. “Nuvem”, “certificado digital”, “petição on-line”, “julgamentos virtuais”, “sessões por videoconferência”, já são palavras comuns entre os (as) causídicos (as) militantes da nova geração de advogados e daqueles que se adaptaram ao formato digital da judicialização brasileira. Um caminho sem volta!
Tão comum hoje em dia é ver um (a) advogado (a) sem pasta na mão e/ou escritórios com pouquíssimo ou quase nenhum uso de papel. Basta tão somente, um notebook ou um smartphone na mão e com serviço de banda larga eficiente. Pronto. De onde estiver, o profissional do direito que se dedica a defender as pessoas – físicas e/ou jurídicas- pode acessar o processo, peticionar, mandar e receber mensagens e até fazer acordos judiciais por meio de aplicativos de mensagens.
A maior riqueza do (a) advogado é o seu nome. A advocacia é uma profissão que demanda tempo e paciência. Não se constrói um bom nome na advocacia de forma meteórica, ao menos de forma íntegra e honesta. Tudo na vida que merece respeito, tem o tempo em seu desfavor. Ainda bem, pois só assim damos valor a cada conquista alcançada.
Ah, não podemos deixar de falar do (a) advogado (a) nas redes sociais. Trocaram os cartões de apresentação em papel por perfis. Neste ambiente virtual se fazem parcerias, conquistam clientes e se dissemina o trabalho do advogado, positivamente ou negativamente. A velocidade da web pode ser uma aliada ou um algoz. Sua conduta será o seu guia, consequências hão de ser encaradas.
Soma-se os cuidados necessários, uma vez que há uma linha muito tênue entre o social e o vulgar. Muita exposição virtual gratuita do (a) advogado (a), pode ensejar uma necessidade de reconhecimento ainda não conquistada pelos méritos profissionais. E aqui, grande risco de se cair no abismo do ridículo.
Quer queiramos ou não, a advocacia é e vai ser sempre uma profissão formal. Claro, hodiernamente não podemos ser mais o profissional de outros tempos. Inadmissível o uso de uma fala rebuscada e impoluta com o cliente, para fins de demonstrar domínio do assunto jurídico em questão. Deve ser falada uma linguagem clara, leve, sem a pressão e peso do juridiquês. Guardemos, os “doravante”, “data vênia”, “in verbis”, “concluso” e outros termos técnicos necessários para as petições e despachos pessoais com os julgadores. Transparência e clareza são os pilares da nova advocacia.
Dentre muitos desafios para o (a) advogado (a) do presente, há um em especial que irá ser a linha divisória entre o sucesso e o fracasso do profissional. E qual é? A Capacidade de detectar oportunidades profissionais à frente dessa onda constante de mudanças.
Seja no aspecto de conhecimento, ou sob novas formas de relacionamento profissional. O mundo está conectado diuturnamente, não há mais espaço para o advogado trancafiado em escritório, retraído, acomodado com o conhecimento que aprendera no tempo de faculdade e à espera que o cliente vá bater em sua porta. E a mais importante regra, que ainda vale desde os primórdios causídicos, ser honesto em suas palavras, atos e conduta.
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