
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou por volta das 9h desta terça-feira, 30, ao Palácio do Itamaraty para a cúpula promovida pelo Brasil com todos os chefes de Estado da América do Sul. A ideia do governo é retomar a cooperação na região e discutir a adoção de um fórum de integração com os 12 países.
Articulado pelo governo brasileiro, o encontro consegue reunir os chefes de Estado sul-americanos, à exceção da presidente do Peru, Dina Boluarte, que enviou ao País o presidente do Conselho de Ministros, Alberto Otárola. Dina assumiu o governo peruano após a destituição de Pedro Castillo pela tentativa de um golpe de Estado e, por motivos constitucionais e em meio à crise política local, não pode deixar o Peru.
A programação da cúpula prevê um discurso de abertura de Lula e pronunciamentos de todos os chefes de Estado. Na parte da tarde, haverá conversas informais em formato reduzido – os presidentes podem levar apenas seu chanceler e, no máximo, mais dois assessores. À noite, as delegações participam de um jantar organizado por Lula e pela primeira-dama Janja da Silva no Palácio da Alvorada.
Neste primeiro momento, diz o Itamaraty, a proposta da cúpula é identificar denominadores comuns mínimos para dar início ao diálogo sul-americano que, a depender da negociação entre os chefes de Estado, pode resultar em um fórum ou um bloco maior do que a União de Nações sul-americanas (Unasul), inativa nos últimos anos. A Unasul reúne 7 países da América do Sul e não tem um encontro formal desde 2014.
Há a expectativa, ainda, de encontros bilaterais entre Lula e parte dos chefes de Estado presentes. Na segunda-feira, o petista recebeu em uma visita oficial o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em gesto criticado pela falta de questionamentos às violações de direitos humanos no país vizinho.
Agência Estado







