Fortaleza: Girão fala da possível convergência da direita “contra uma oligarquia que está próxima do fim”

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Foto: Gabriel Amora

O senador Eduardo Girão (Novo), pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, afirmou que a “oligarquia do PT e do PDT está chegando ao fim” e que “é difícil escolher qual é o mal maior” entre os dois partidos, cujos candidatos são Evandro Leitão e José Sarto, respectivamente.

Durante a coletiva de imprensa, após anunciar a dentista Silvana Bezerra, viúva do ex-governador do Ceará, Adauto Bezerra, como sua candidata a vice-prefeita, Girão mencionou os candidatos da direita, Capitão Wagner (UB) e André Fernandes (PL), destacando que possui mais “convergências do que divergências”. 

“Vamos buscar o diálogo, evitando ataques. Há mais convergências entre mim, André e Capitão do que divergências. Embora nossos projetos sejam distintos, continuaremos firmes na busca pelo diálogo. Quem sabe, no segundo turno, estaremos lá para evitar que o PT retorne ao poder ou que o PDT continue”, afirmou.

Girão enfatizou que o diferencial de seu projeto é a clareza e o compromisso com uma administração enxuta, respeitando o dinheiro do contribuinte e evitando qualquer tipo de barganha eleitoral.

“Nosso principal aliado é a população. Queremos chegar ao poder sem amarras, sem a necessidade de lotear cargos para A, B ou C. Nosso trabalho será pautado por um projeto inovador e transparente”, explicou.

Insatisfeito, declarou o que pensa dos dois partidos opositores. Para Girão, o que o PDT realizou, por exemplo, foi uma “gestão perdida”. “É uma administração que só pensa no poder pelo poder e agora tenta fazer algo superficial para que as pessoas se esqueçam do que aconteceu nos últimos quatro anos. Estão tentando fazer com que a população se esqueça do abandono de Fortaleza”, disparou contra o prefeito Sarto, que busca a reeleição.

Girão também criticou o Partido dos Trabalhadores, afirmando: “O PT está devastando o Brasil. Todos estão vendo. Minha avó sempre dizia: ou aprendemos pelo amor ou pela dor, e o brasileiro está sofrendo muito com um governo irresponsável e vingativo. Parece que o pré-candidato deles teve a chance de colaborar com os fortalezenses e não o fez”, referindo-se ao presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão.

Foto: Gabriel Amora

Ele continuou: “Na CPI do narcotráfico, como líder do governo, ele tinha a obrigação moral de assinar a CPI, mas deu uma declaração desastrosa que envergonha o cidadão de bem. Ele não assinou por medo das consequências para com a sua família… Pelo amor de Deus, ele é uma autoridade…”

“Se uma autoridade com todo o apoio do Estado se comporta assim, imaginem um pobre mortal, um cidadão fortalezense que paga impostos e trabalha para o sustento diário. Ele fica à mercê das facções porque uma autoridade, líder do governo, teve todo o tempo para corrigir o erro e não o fez”, lamentou Girão ao Focus.Jor.

“Essa oligarquia está chegando ao fim. A população percebeu que eles jogam a culpa um no outro, mesmo tendo sido aliados até pouco tempo atrás.” Na ocasião, o senador se referiu à aliança entre PT e PDT que se rompeu em 2022.

O racha ocorreu quando os pedetistas, liderados pelo ex-ministro Ciro Gomes, escolheram o ex-prefeito Roberto Cláudio para disputar o governo do Estado, em vez de Izolda Cela (PSB), que já ocupava o cargo. Os petistas, que preferiam Izolda, romperam com a legenda dos Ferreira Gomes e lançaram Elmano de Freitas, que venceu no primeiro turno. RC ficou em terceiro lugar, inclusive em Fortaleza, onde foi prefeito por dois mandatos. Desde então, no Ceará, as legendas frequentemente entram em conflito, com provocações constantes de ambos os lados. 

Vídeo: Silvana Bezerra, viúva do ex-governador Adauto Bezerra, é a vice de Eduardo Girão

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