
Por que importa: a CMO é um dos postos mais influentes do Congresso. Em ano eleitoral, o cargo amplia a capacidade de interlocução com prefeitos, ministérios e lideranças partidárias. O efeito imediato é o fortalecimento do grupo liderado por Domingos Filho, que passa a chegar às negociações da chapa governista com mais poder político do que tinha há poucos meses.
O que observar: a disputa pela vaga de vice de Elmano de Freitas continua aberta. E poucos nomes da base reúnem hoje a combinação de experiência administrativa, capilaridade municipal e força institucional que Domingos Filho acumulou ao longo da carreira. Ex-vice-governador de Cid Gomes, ex-presidente da Assembleia e uma das lideranças mais longevas da política cearense, Domingos volta a ser citado nos bastidores como opção para a composição majoritária.
Entre linhas: a presidência da CMO não define candidaturas. Mas altera o equilíbrio de forças. E, na política, quem amplia seu poder em Brasília costuma aumentar seu valor nas negociações locais. Esse formato é muito mais próximo do Axios: menos narrativa, mais interpretação, mais “por que importa”.
Gol marcado
Antes mesmo de entrar na discussão sobre a sucessão estadual, o grupo de Domingos Filho já havia demonstrado força política e inteligência estratégica ao emplacar a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar, na chapa vencedora na disputa de Fortaleza, em 2024. O movimento garantiu ao PSD presença no comando da maior cidade do Ceará e ampliou o peso do partido nas negociações da base governista. Agora, com Domingos Neto na presidência da CMO, o grupo soma um ativo nacional a uma posição estratégica conquistada no principal colégio eleitoral do Estado, chegando ainda mais fortalecido às articulações de 2026.






