
Por que importa: A queda na avaliação negativa de Luiz Inácio Lula da Silva após o tarifaço dos Estados Unidos reforça uma leitura que o Focus Poder vem fazendo desde o início da crise: a ofensiva comercial de Donald Trump passou a beneficiar politicamente o presidente brasileiro.
Os números: Pesquisa PoderData mostra que a avaliação “ruim/péssima” de Lula caiu de 47% para 37% em uma semana. A aprovação oscilou de 33% para 36%, enquanto a avaliação regular subiu de 18% para 24%.
O contexto: Ao transformar o Brasil em alvo de uma disputa comercial, Trump deslocou parte do debate interno para a defesa da soberania nacional. Em crises desse tipo, governos costumam reduzir perdas políticas quando conseguem assumir a posição de defensores do interesse do país.
Nos bastidores: Integrantes do centro e da oposição já admitem reservadamente que o embate comercial fortaleceu o discurso do Planalto. A avaliação é que a manutenção da tensão tende a preservar Lula no centro da narrativa.
O dado regional: O Nordeste continua sendo a principal base do presidente. Na região, 54% avaliam o governo como ótimo ou bom, contra 19% que o classificam como ruim ou péssimo.
O que observar: Resta saber se o efeito será passageiro, restrito ao episódio das tarifas, ou se poderá influenciar a dinâmica da disputa presidencial de 2026.





