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Os elogios feitos por Elmano de Freitas a Romeu Aldigueri ultrapassam a demonstração pública de amizade e lealdade. O discurso do governador funciona como um reconhecimento ao papel que o presidente da Assembleia Legislativa assumiu nos momentos mais delicados do governo, especialmente na defesa política da gestão diante da oposição.
Ao destacar que Aldigueri foi um “líder brilhante” e afirmar que, muitas vezes, “já falou tudo” o que ele próprio diria, Elmano sinaliza que o deputado deixou de exercer apenas a função institucional de presidente da Alece para atuar como um dos principais porta-vozes do Palácio da Abolição.
Esse protagonismo ficou evidente no episódio envolvendo a apreensão de uma plantação de maconha em uma fazenda no Ceará, explorado pela oposição para desgastar o governo em pleno ambiente pré-eleitoral. Enquanto a maior parte da base aliada permaneceu em silêncio, foi Aldigueri quem assumiu a linha de frente da reação. Classificou as críticas como uma tentativa de politizar o caso e de atacar o governo por interesses eleitorais, ocupando, na prática, um espaço normalmente reservado ao líder do governo.
No discurso, Elmano também faz um resgate de um momento decisivo da trajetória de Aldigueri. Ao lembrar que o deputado enfrentou o risco de ficar sem legenda durante a reorganização política do grupo e, ainda assim, optou por permanecer ao lado de Camilo Santana e do próprio governador, reforça a ideia de que lealdade é um ativo valorizado dentro do núcleo político do PT cearense.
A mensagem também tem endereço para o futuro. Ao projetar Aldigueri na Câmara dos Deputados e afirmar que “quem caminha com Romeu, caminha comigo”, Elmano chancela publicamente o aliado como um dos principais nomes do seu grupo político na eleição de 2026. Mais do que um agradecimento, o discurso consolida Aldigueri como um dos pilares da sustentação política do governo e um dos integrantes mais prestigiados do círculo de confiança do governador.







