“O verdadeiro homem de bem, não tem opiniões.”
Conselheiro Acácio, em O Primo Basílio, de Eça de Queiroz.
“Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Digam ao povo que fico.”
Príncipe Pedro, recusando-se a regressar à Corte, em Lisboa.
“Right or wrong — my country.”
Subtítulo da obra Porque Me Ufano de Meu País, do conde Afonso Celso, nos 400 anos da Independência brasileira.
“A mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil.”
Dilma Rousseff
“Crise? Que crise?”
Presidente Lula
Paulo Elpidio de Menezes Neto
Fosse vivo, Eça de Queiroz, criador de um personagem marcante — o Conselheiro Acácio — testemunharia o sucesso dessa figura de ficção no Brasil. E como se tornou o retrato fiel do político brasileiro.
Eça transmitiu a Acácio o caráter do “bacharelismo oco” que marcou a vida política portuguesa — e brasileira. Cheio de “falas bonitas”, mas vazio de “ideias úteis”, ao Conselheiro não faltaram virtudes e atributos que o fariam parlamentar e ministro, em Portugal. No Brasil, a política serviu a milhares de conselheiros a possibilidade de uma íngreme escalada social e econômica.
Os conselheiros Acácios ocuparam, aqui, posições de mando e autoridade e desempenharam papel político incomum, em todas as latitudes da vida pública. Estavam por todos os lados, na imprensa e entre juristas; foram investidos nas altas patentes em tempos de paz e de guerra (se os houvesse e quando os houvesse); mostraram-se conservadores, reacionários, progressistas e “revolucionários”, a seu modo. Brilharam na diplomacia, com a dissimulação de Talleyrands de província…
Foram sindicalistas e ativistas. Nas encostas de todos os governos, representaram papéis convincentes de esquerda ou de direita, quando necessário e de acordo com razões superiores de Estado.
Suas lealdades prendem-nos, entretanto, pelo coração, pelo gestual acolhedor e pelos haveres patrioticamente postos sob sua guarda…
Vestidos com os alamares éticos do “homo cordial”, os novos Acácios orgulham-se do ânimo pacífico que os anima, criaturas providas de fé e de ilimitada disponibilidade para as boas obras.
Lima Barreto dá-lhe perfil e identidade como Numa Pompílio de Castro, bacharel, deputado e genro, vazio de ideias e de propósitos relevantes e honestos…








