
Equipe Focus
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A Escola de Medicina da Universidade do Colorado divulgou recente pesquisa sobre o uso da pílula anticoncepcional, uma das principais ferramentas de planejamento familiar. Estudo realizado em março deste ano, nos Estados Unidos, e publicado na revista Obstetrics and Gynecology, mostrou que 5% das 350 mulheres que participaram da pesquisa carregam uma forma diferenciada do gene CYP3A7*1C, responsável por quebrar os hormônios liberados pelo contraceptivo. Isso significa que uma em cada vinte mulheres tem o gene que sabota a pílula anticoncepcional.
De acordo com o especialista em medicina reprodutiva e diretor da clínica Fertibaby Ceará, Daniel Diógenes, as portadoras do gene diferenciado produzem uma enzima que quebra os hormônios de controle da natalidade e pode aumentar o risco de gravidez durante o uso de contraceptivos. “É importante entender que nenhum método é 100% seguro para evitar a gravidez. Essas mulheres com o gene diferenciado continuam a produzir a enzima para o resto da vida. Vale ressaltar que mulheres que tomam em menores quantidades essas pílulas e tem esse gene que sabota a pílula correm mais risco ainda de engravidar”, explica.
Este é só um dos questionamentos sobre o uso da pílula anticoncepcional. Evidências analisadas por especialistas no assunto concluem que o uso de anticoncepcionais hormonais combinados também aumenta o risco de trombose. Segundo Daniel Diógenes, a indústria farmacêutica vem tentando se adequar e criar opções mais “suaves” dos comprimidos. “Mais de meio século depois, a quantidade de hormônio caiu até 90% em algumas versões: a quantidade passou de 150 mg para 15 mg (ultrabaixa dosagem), 30 mg (baixa dosagem) e 35 mg (média dosagem).







