
Equipe Focus
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O TJCE e o IFCE assinaram um termo de cooperação que terá como objetivo a destinação legal de aparelhos eletrônicos apreendidos, como celulares, notebooks, caixas de som e televisores, atualmente no Depósito Público da Comarca de Fortaleza, para fins de recondicionamento, algo que posteriormente estimula o ensino e a aprendizagem.
A presidente do Tribunal, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, assinou o termo e comemorou a realização da iniciativa. “Tem muito significado, tanto para o TJCE quanto para o IFCE”, disse. “Esse material apreendido por muitos anos foi estragado pelo tempo, sem serventia alguma. E esta Gestão, através de sua equipe, vai conseguir mudar essa situação. Além disso, oportunizaremos descoberta de talentos. Queremos contribuir na mudança da vida desses estudantes”, explicou.
Além da desembargadora, a diretora do Fórum Clóvis Beviláqua (FCB), juíza Ana Cristina Esmeraldo, também comemorou a concretização da parceria. “Quero enaltecer o empenho da equipe para que conseguíssemos concretizar esta assinatura ainda neste ano. Esperamos que o fruto dessa experiência se estenda por muitas gestões. Vamos desenvolvê-la para permitir que ela tenha o êxito esperado”, enfatizou.
No acordo, a missão do TJCE é a promover o repasse dos bens para o IFCE com fins de recondicionamento. No caso de celulares e computadores, por exemplo, como contrapartida ao recondicionamento dos aparelhos, a doação é de até 80% dos itens enviados ao IFCE, devendo os demais retornarem ao TJCE para que sejam enviados a outras instituições cadastradas, em sistema de rodízio.
“O Fórum tem dentro da sua competência essa atividade de guarda de bens apreendidos. Temos um volume que alcança 160 mil itens e entre esses itens um percentual significativo será objeto dessa colaboração. É um projeto, que embora estejamos falando de bens, ele tem um alcance muito maior. Estamos mirando na educação, desenvolvimento, sustentabilidade, entre vários outros pontos que serão atingidos a partir dessa parceria. Vejo como um encontro absolutamente feliz e certeiro entre esses dois polos: nós, enquanto Justiça, com o dever de guarda de objetos que estão perecendo sem uso, e do outro lado, estudantes ávidos para aprender”, ponderou a diretora Ana Cristina.







