
Condec libera incentivos fiscais para 139 projetos em 22 municípios; setor calçadista concentra parte relevante dos novos postos de trabalho
O Ceará vai conceder incentivos fiscais para 139 projetos empresariais que, juntos, representam mais de R$ 675 milhões em investimentos privados e a previsão de 6.430 novos empregos.
As aprovações ocorreram na terceira reunião de 2026 do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Condec), responsável por analisar projetos beneficiados pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI), operacionalizado pela Adece.
Onde o dinheiro vai
Dos projetos aprovados:
- 19 empresas estão em implantação no Estado, com investimentos superiores a R$ 340 milhões e previsão de 3.111 empregos diretos;
- 22 novos empreendimentos foram atraídos por acordos com o Governo do Ceará, somando cerca de R$ 250 milhões e mais de 3 mil empregos;
- Os projetos alcançam 22 municípios, do Cariri à Grande Fortaleza, passando por diferentes regiões do Estado.
Os investimentos contemplam setores como agronegócio, alimentos, calçados, máquinas e equipamentos, mineração, plástico, química e metalurgia.
Calçados puxam empregos
Um dos destaques é a indústria calçadista.
Empresas que ampliam operações em Brejo Santo, Catunda, Itapajé e Porteiras devem investir mais de R$ 49 milhões e gerar mais de 1.200 empregos diretos.
Em Pentecoste, a chegada da Dilly Calçados prevê investimento superior a R$ 40 milhões e a criação de mais de 1.200 empregos diretos.
Por que importa
A nova rodada reforça a estratégia do Ceará de usar incentivos fiscais como instrumento de atração e interiorização de investimentos.
Mais do que o volume financeiro, o dado que chama atenção é a distribuição territorial: os projetos chegam a 22 municípios e diferentes regiões, levando empregos industriais para além da Grande Fortaleza.
Em números: R$ 675 milhões em investimentos privados e 6.430 empregos previstos.






