Ceará é o primeiro estado a assinar contrato com BNDES para o Programa Sertão Vivo, que beneficiará 63 mil famílias

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Foto: Reprodução/ Governo do Ceará

O Ceará tornou-se o primeiro estado brasileiro a formalizar um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o financiamento dos projetos do Programa Sertão Vivo. A assinatura do acordo, que ocorreu nesta quarta-feira (21) na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, marca um passo significativo na busca por soluções para as questões climáticas, hídricas e socioeconômicas que afetam as áreas rurais cearenses. O programa vai beneficiar mais de 63 mil famílias em 72 municípios do estado, todos com alta vulnerabilidade social.

O governador Elmano de Freitas esteve presente na cerimônia e expressou seu agradecimento ao BNDES e ao governo federal pelo apoio à iniciativa. “Agradeço ao BNDES, primeiro, pelo edital, ajudando os estados do Nordeste. Importante para os agricultores e agricultoras familiares dos estados nordestinos, para que nós possamos, cada vez mais, desenvolver práticas de convivência com o semiárido, aumentando a renda e as oportunidades para o nosso povo”, destacou o governador, também reconhecendo o empenho do governo do presidente Lula em dar atenção especial ao Nordeste.

O Programa Sertão Vivo será executado pelo governo do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), em parceria com o BNDES e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A implementação contará ainda com o envolvimento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), secretarias municipais de Agricultura, universidades, além de movimentos e organizações sociais. A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, enfatizou a relevância do contrato, não apenas para o Ceará, mas como um modelo que poderá ser seguido globalmente. “O Sertão Vivo vai ser referência também para o mundo, gerando resiliência climática, aumentando a produção de alimentos, enfrentando a pobreza e a crise climática”, afirmou.

O programa, que foi apresentado oficialmente em maio deste ano em Fortaleza com a presença do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, prevê a implementação de sistemas de produção agrícola adaptados às mudanças climáticas, além da construção de reservatórios de água, como cisternas-calçadão, barreiros, trincheiras e barragens subterrâneas. Estas ações estão em consonância com as diretrizes do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Ceará e o planejamento estratégico de longo prazo do estado, conhecido como Ceará 2050.

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