Por Edvaldo Araújo
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Além da questão da citação equivocada, o TJCE ainda terá que analisar o pedido de suspeição do Corregedor Geral da Justiça, desembargador Darival Beserra Primo. De acordo com os advogados de defesa, Primo, “desafeto do magistrado”, estaria agindo por animosidades pessoais e teria dado “voz de prisão” ao juiz em uma visita a Comarca de Quixadá. O motivo: Mesquita e Primo teriam discutido por conta do magistrado não ter se apresentado de paletó, mesmo estando de licença médica.
De acordo com a defesa, a Corregedoria Geral marcou em fevereiro desta ano uma correição de rotina na comarca de Quixadá, cujo diretor era o magistrado Welithon Medeiros. Em licença de saúde, o Juiz teria ido ao encontro do Corregedor “sem o paletó”. Primo mandou o Magistrado “vestir-se”. Os dois discutiram e o Corregedor deu voz de prisão ao Juiz. Mesquita, por sua vez, disse que “duvidava” do cumprimento do ato de prisão.
Diante do conflito, os ânimos se acalmaram, porém restou a animosidade. Segundo a defesa, alguns meses depois, o caso que dormia nas filas processuais a cinco anos foi retomado na Corregedoria. Em agosto, foi julgado e Mesquita afastado.







