Educação financeira: 5 dicas para tirar os planos do papel em 2022

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Foto: Divulgação

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O novo ano já desponta, trazendo consigo os anseios para planos futuros.

A época festiva inspira desejos que se renovam a cada início de ano, como comprar uma casa, um carro, fazer aquela viagem dos sonhos, aumentar a família, mudar de emprego, empreender ou apenas juntar uma reserva de emergência.

E até aí tudo bem. Afinal, os planos são fundamentais e o primeiro passo para a realização. O problema é quando as etapas seguintes não são cumpridas e pré-estabelecidas, fazendo os planejamentos não saírem do papel, resultando em frustração.

Ao contrário do que se pensa, iniciar uma estratégia em busca de saúde financeira e transformar sonhos em realidade, não precisa de sofrimento, mas demanda disciplina e muito foco. Com educação financeira é possível iniciar uma jornada rumo a concretização de projetos.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) define como educação financeira, o processo de ter melhor compreensão em relação a produtos e serviços financeiros, para tomadas de decisões melhores e mais conscientes. Não adianta ganhar na loteria ou herdar uma fortuna, a educação financeira é que faz a diferença.

Abaixo, cinco dicas essenciais para ajudar nesse processo em busca da educação e saúde financeira:

1. Organize seus planos e metas, considerando um valor para investir
Um passo muito importante no planejamento financeiro é saber o quanto recebe e o necessário para a manutenção mensal. É útil e recomendado elaborar uma tabela com tudo que entra e sai da sua conta.Também é importante realizar um balanço do ano anterior, reconhecendo os erros e buscando traçar objetivos mais compatíveis com sua realidade financeira.

Tabela preenchida, o próximo passo é avaliar quanto pode ser destinado para investir. A ideia é estabelecer um percentual para poupar todos os meses, como se fosse um pagamento pontual para você mesmo. Atente para determinar um valor que não sufoque o que precisará para pagar suas contas essenciais, como aluguel, água, luz e alimentação.

2. De olho no crédito
Nem sempre sair parcelando todas as contas é uma boa estratégia. É preciso ficar de olho para não se perder nesse processo, inclusive atentando para as taxas de juros em sua conta bancária e anuidade de cartões. Parcelamentos demandam organização e planejamento para não comprometer o orçamento e gerar dívidas futuras.

Uma opção, quando se faz necessário o uso do cartão de crédito, é buscar uma opção sem anuidade, como o Sicoobcard Vooz, que pode ser emitido digitalmente pelos aplicativos Sicoobcard e Sicoob. O Vooz oferece opções de débito e crédito e o limite mínimo é a partir de R$ 500.00, definido após avaliação.

 

3. Nada de fugir da realidade
Manter os pés no chão é parte importante do processo de educação financeira. Revise alguns gastos como saídas para comer fora com frequência, ou pedidos de lanches por aplicativos, custos com roupas e serviços como plataformas de streaming.

Mudanças de hábitos podem ser benéficas para esse processo, trocando os restaurantes pelas atividades ao ar livre como piqueniques, encontros com amigos, caminhadas e até mesmo uma sessão de cinema caseira com direito a pipoca no sofá. O resultado dessas atitudes pode ser bem positivo a cada final de mês.

 

4. Invista na cooperação
De acordo com o diretor executivo no Sicoob Ceará, Robernylson Silva, numa cooperativa financeira os clientes são, também, os donos e participam da gestão e dos  resultados financeiros, divididos entre os cooperados.

As cooperativas financeiras possuem todos os produtos e serviços bancários e prestam suporte e atendimento humanizado com foco na consciência financeira de toda a comunidade envolvida.  “Somente em 2020, os cooperados do Sicoob deixaram de gastar R$ 8,3 bilhões em taxas, juros e tarifas. Uma economia de mais de R$ 3.000,00 por cooperado ativo. Somando-se as sobras “participação no resultado”, o retorno dos cooperados superou os R$ 11 bilhões”, acrescenta o executivo.

5. O 13º não é licença para gastar mais
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) o 13º salário tem o potencial de injetar cerca de

R$ 232,6 bilhões, na economia brasileira, em dezembro de 2021. O apelo festivo do período faz com  que muitas pessoas usem seus 13º salários para comprar presentes, itens para decoração e festejar em família. O momento é de comemoração, mas isso não é licença para sair gastando todo o dinheiro com compras desnecessárias e sem planejamento.

Não que você não possa presentear ou festejar, mas, com organização, esse valor pode  ajudar nas contas do começo do ano, como o material escolar dos filhos, taxas de matrículas escolares, pagamento de IPVA, IPTU e também dar uma aliviada em algumas outras contas, adiantando, renegociando e quitando.

Para que você tenha mais “folga” com o 13º salário, o ideal é já começar o ano organizando suas finanças e colocando em prática as dicas anteriores, principalmente se o seu desejo é ter mais liberdade para fazer uso desse valor.

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