Empresas brasileiras pagam US$ 4,4 bilhões em dividendos no 2º trimestre de 2026

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As empresas brasileiras pagaram US$ 4,4 bilhões em dividendos no segundo trimestre de 2026, alta de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado colocou o Brasil na liderança da América Latina em distribuição de lucros aos acionistas, segundo o Índice Global de Dividendos e Recompras da Janus Henderson, divulgado nesta terça-feira (15).

A JBS N.V., holding internacional do grupo JBS, foi a empresa brasileira que mais distribuiu dividendos no período, considerando individualmente cada tipo de ação. Na sequência aparecem Petrobras, Telefônica Brasil e bancos. O levantamento considera os valores efetivamente pagos no trimestre e não inclui dividendos extraordinários.

JBS supera Petrobras no ranking

A JBS aumentou o valor pago por ação de US$ 0,35 no segundo trimestre de 2025 para US$ 1 neste ano. No ranking da Janus Henderson, a empresa aparece à frente das ações ordinárias e preferenciais da Petrobras consideradas separadamente.

Quando somados os dividendos pagos pelas duas classes de ações da Petrobras, porém, a estatal distribuiu R$ 7,675 bilhões no período, acima dos R$ 5,251 bilhões pagos pela JBS, segundo dados da consultoria Elos Ayta.

Brasil lidera América Latina

O crescimento dos dividendos brasileiros também superou a média da América Latina. Na região, os pagamentos aumentaram 1,7%, para US$ 11,7 bilhões. No mercado global, a alta foi de 7,3%, alcançando US$ 757,8 bilhões.

O setor financeiro permaneceu como a principal fonte de dividendos no mundo, com US$ 239,7 bilhões distribuídos no segundo trimestre, alta de 8,1%.

Entre as empresas brasileiras, também aparecem no ranking Telefônica Brasil, Bradesco, Banco do Brasil, Rede D’Or, B3 e Sabesp.

Veja as maiores pagadoras

  1. JBS N.V. Class A
  2. Petrobras ON
  3. Petrobras PN
  4. Telefônica Brasil
  5. Banco Bradesco PN
  6. Banco Bradesco ON
  7. Banco do Brasil
  8. Rede D’Or
  9. B3
  10. Sabesp

Recompras também avançam

Além dos dividendos, as empresas brasileiras ampliaram as recompras de ações. O Brasil movimentou US$ 1,1 bilhão em recompras no segundo trimestre e também liderou a América Latina nesse indicador.

Na lista das empresas brasileiras que mais recompraram ações estão Ambev, Itaú Unibanco, Vale, B3, Rede D’Or, Bradesco e Nu Holdings.

Globalmente, as recompras chegaram a US$ 572 bilhões no segundo trimestre, alta de 26,8% em relação ao mesmo período de 2025. A Janus Henderson projeta crescimento de 5% a 6% nos dividendos globais e de 7% a 8% nas recompras de ações em 2026.

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