Gleisi descarta ‘plano B’ para PEC e diz que Lula terá encontros em Brasília

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Foto: (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Equipe Focus
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A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que o governo eleito irá insistir na política para ser aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, descartando um “plano B”. Para isso, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá se encontrar com partidos políticos e presidentes da Câmara e Senado.

“Queremos insistir no caminho da política”, disse Gleisi em conversa com jornalistas, após reunião com o presidente eleito sobre a PEC.

A presidente do PT afirmou que Lula ficará a próxima semana em Brasília para encaminhar o texto. De acordo com ela, o presidente eleito irá conversar com bancadas, partidos políticos e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e Senado, Rodrigo Pacheco (PSD- MG).

“Lula estará em Brasília para essas conversas e para encaminhar PEC”, disse. Segundo ela, a reunião com Lula foi para “organizar vida dele em Brasília”.

Gleisi reconheceu que o jeito que o processo da PEC teve início pode ter atrasada sua aprovação, mas descartou um plano B. “Temos que conversar mais com bancadas e partidos”, afirmou.

Ela chegou na manhã desta sexta-feira na casa de Lula, em São Paulo, para discutir o teor da proposta e destravar as negociações. Lula está há duas semanas sem ir a Brasília, primeiro por causa da viagem à COP-27 e, segundo, para se recuperar da cirurgia que fez na garganta. A ausência do presidente eleito gerou dificuldade em avançar na discussão da PEC.

O anteprojeto da PEC apresentado pelo coordenador de transição, o vice Geraldo Alckmin (PSB), propôs um gasto de aproximadamente R$ 200 bilhões fora do teto de gastos, de forma permanente, ou seja, sem estimar um prazo. Os recursos seriam usados para bancar o Bolsa Família R$ 600, o adicional de R$150 por criança e outras promessas de campanha.

Líderes do Centrão, no entanto, se queixam do valor proposto pela equipe de transição e pela falta de um prazo definido. Na prática, eles temem que o governo eleito garanta uma fatia de recursos anualmente e não necessite negociar com o Congresso.

Agência Estado

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