
Equipe Focus
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A jovem que teve seu corpo marcado com o símbolo nazista da suástica no Rio Grande do Sul vai ser indiciada por autolesão. A Polícia Civil gaúcha concluiu que os cortes foram feitos ou pela própria jovem ou com seu consentimento, já que, segundo o laudo do caso, “as lesões produzidas na vítima não são compatíveis com as que seriam esperadas, na hipótese de ter havido efetiva resistência da parte dela à ação de um agente agressor”.
No último dia oito de outubro, logo após o domingo de eleições do primeiro turno, a jovem prestou boletim de ocorrência afirmando ter sido agredida fisicamente por três homens por ter adesivos LGBT em sua mochila. Segundo ela, dois a haviam segurado e o outro, feito a marca em seu corpo. Quatro dias depois, a jovem desistiu da queixa por “questões emocionais”.
Um trecho do laudo policiai diz o seguinte: “Não há evidência de lesões de defesa que indiquem ter havido reação da vítima… Pode afirmar-se que as lesões foram produzidas: ou pela própria vítima ou por outro indivíduo com o consentimento da vítima ou, pelo menos, ante alguma forma de incapacidade ou impedimento da vítima em esboçar reação.”
Atualização: A defesa da jovem de 19 anos que teve o corpo marcado por uma suástica contesta a conclusão da Polícia Civil. A advogada Gabriela Souza disse ter convicção de que sua cliente foi vítima de um ataque e lembrou que o laudo da Polícia não descarta a hipótese de que as lesões tenham sido causadas por outra pessoa.







