
Equipe Focus
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O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) medido pela Fundação Getulio Vargas recuou 3,0 pontos em julho, para 119,3 pontos. Com o resultado, o indicador devolve a alta do mês anterior e retorna ao nível de maio de 2021. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 30.
“A melhora dos números da pandemia no Brasil e a recuperação gradual da atividade econômica motivaram a redução do nível de incerteza no mês”, diz Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE. “Desta vez, ambos os componentes do indicador influenciaram no resultado que, apesar de favorável, se mantém em nível elevado, próximo aos 120 pontos e mais de 4,0 pontos acima da média de 115 pontos, vigente entre meados de 2015 até 2019”.
De acordo com a economista, para que haja um recuo mais expressivo das incertezas durante o segundo semestre é preciso que os fatores que motivaram a queda do indicador em julho continuem melhorando de “forma sustentável” nos próximos meses.
Os dois componentes do IIE-Br caminharam no mesmo sentido em julho. O componente de Mídia recuou 2,8 pontos, para 118,9 pontos, contribuindo negativamente em 2,4 pontos para a queda do IIE-Br no mês. O componente de Expectativas, que mede a dispersão das previsões para os 12 meses seguintes, recuou pela quarta vez consecutiva, agora em 2,5 pontos, para 113,2 pontos, menor nível desde janeiro de 2020 (112,5 pts.). Com o resultado, o componente contribui de forma negativa, em 0,6 ponto, para a evolução na margem do indicador agregado.






