
Por Edvaldo Araújo
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Cristal quebrado. As forças que compunham o arco de alianças que permitiu a eleição de Marcelo Mota à Presidência da OAB-CE não mais se reproduzirá nestas eleições de 2018. O mais provável é que aquela união produza três diferentes vetores em direções opostas.
A chapa que elegeu Marcelo Mota foi a junção de dois dos importantes grupos da advocacia no Ceará. Valdetário Monteiro e Erinaldo Dantas haviam disputado duas eleições. A primeira vencida por Valdetário pela pequena margem de 22 votos. A segunda, de forma mais ampliada. Porém, as duas lideranças conseguiam manter em torno de si os maiores grupos.
Na eleição seguinte, em 2016, Valdetário não mais podia concorrer e conseguiu um acordo com Erinaldo para montagem da chapa. A saída salomônica foi a indicação de Marcelo Mota. Erinaldo acabou indo parar na CAACE.
De lá para cá, Marcelo Mota, por uso da força gravitacional dos sistemas presidencialistas, montou seu próprio arco de apoiadores. O grupo que era liderado por Valdetário, que dentro da diretoria é representado por Roberta Vasques, Glaydson Mota e Fábio Timbó, há muito já não fala a mesma língua do presidente. Erinaldo, nadando livre na CAACE, vai construindo sua própria trajetória, como se nada fosse com ele.
A proximidade do pleito atiça ainda mais a disputa interna já bastante visível. Erinaldo, na inauguração da CAACE Conceito, em entrevista ao Focus.Jor, deixou claro que é candidato, mas exaltou o discurso de um consenso que sabe que não existirá.
Até novembro, mês das eleições, muita água ainda há de rolar. A intensidade e direção destes vetores, só o tempo mostrará.







