
A renda real dos 10% mais pobres do Ceará cresceu 40,6% entre 2023 e 2025, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). No mesmo período, a extrema pobreza no Estado caiu 35%.
Os dados constam no estudo “A extrema pobreza no Ceará em 2025”, apresentado durante seminário promovido pelo Ipece em parceria com o IBGE.
Segundo o levantamento, a renda média dos mais pobres avançou em ritmo superior ao dobro do registrado entre os 10% mais ricos da população cearense.
A renda média real da faixa mais pobre cresceu 12% ao ano no triênio, enquanto os mais ricos tiveram crescimento médio anual de 4,9%.
Em valores corrigidos pela inflação:
- a renda média dos mais pobres passou de R$ 128 em 2022 para R$ 180 em 2025;
- o limite da faixa dos 10% mais pobres subiu de R$ 227 para R$ 287.
Com isso, o percentual de cearenses em extrema pobreza caiu para 9,4% em 2025, ficando abaixo de 10% pela primeira vez desde 2012.

Banco Mundial elevou linha da pobreza: O estudo também destaca que a redução ocorreu mesmo após o Banco Mundial elevar, em junho de 2025, a linha internacional da extrema pobreza.
O parâmetro passou de US$ 2,15 para US$ 3 por dia por pessoa, considerando a paridade de poder de compra internacional.
Segundo o Ipece, mesmo com o novo critério mais rigoroso, o Ceará manteve trajetória consistente de redução da pobreza extrema.
O analista de Políticas Públicas Jimmy Oliveira, autor do estudo, afirma que a queda reflete tanto os programas de transferência de renda quanto os resultados positivos do mercado de trabalho.
Ceará Sem Fome é citado no estudo: O diretor-geral do Ipece, Alfredo Pessoa, afirmou que o resultado demonstra impacto direto das políticas públicas implementadas no Estado.
Segundo ele, programas como o Ceará Sem Fome complementam ações federais como o Bolsa Família.
“O Ceará Sem Fome beneficia a população mais carente com renda, cozinha solidária, oportunidade de trabalho e saúde”, destacou.
Seminário reuniu Ipece, IBGE e jornalistas: O estudo foi apresentado durante o seminário “Meu parceiro, meu Brasil, meu IBGE”, realizado na sede do Ipece.
O evento discutiu temas ligados à coleta e disseminação de dados públicos, tecnologias estatísticas, mercado informal e combate à desinformação por meio do jornalismo de dados.






