
Equipe Focus
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Tasso Jereissati (PSDB) falou sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Transição, que abre espaço no Orçamento de 2023 para os gastos do Bolsa Família de R$ 600 mensais. Para ele, a “PEC é um absurdo”.
“Eu acho essa PEC um absurdo. O auxílio de R$ 600 é absolutamente necessário, tem que ser feito e não se pode negar ao novo governo essa tranquilidade. No entanto, que está proposto na PEC é muito mais do que isso. Recursos que vão nos levar a um caminho que na questão fiscal ninguém tem noção onde pode acabar”, disse. As informações são de entrevista do senador ao portal UOL.
“Se essa PEC for do jeito que está aí, voto contra e peço aos meus colegas do PSDB que votem contra”, completou o senador. O texto que vai basear a proposta foi apresentado na quarta-feira, 16, ao Congresso pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).
Poder político
O tucano avaliou a situação do partido nos últimos anos. Reconheceu erros, entre eles o fato de seus correligionários não aceitarem a vitória de Dilma Rousseff em 2014.
“Alguns movimentos nossos errados fizeram com que perdêssemos a classe média moderada. Tivemos erros durante a eleição. Não deveríamos nunca ter contestado a eleição da Dilma quando Aécio perdeu. Foi um erro gravíssimo”, declarou.
Não poupou críticas a João Doria. “O João Doria não era um político que se encaixava perfeitamente no perfil do PSDB raiz, da cultura do PSDB. Nunca se integrou ao partido inteiramente. E tinha obsessão de ser candidato a presidente desde que foi eleito prefeito. E ele praticamente foi arrasando e atropelando as grandes lideranças de São Paulo, que sempre fizeram parte básica do PSDB”, disparou.
Apontou que Eduardo Leite, reeleito governador do Rio Grande do Sul, é um possível candidato a presidente em 2026.







