
Equipe Focus
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O setor automotivo já esperava um ano difícil mesmo antes do coronavírus. Neste período, fábricas foram desativadas, concessionárias fecharam e as vendas já estavam em queda livre. De acordo com o Estadão, o setor deve se realinhar de uma maneira que terá consequências sobre os 8 milhões de pessoas em todo o mundo que trabalham nas montadoras.
Algumas vão se tornar mais fortes, outras frágeis demais para sobreviverem. Fábricas serão fechadas. A pressão pelos carros elétricos aumentará. Outro fator previsto é que as pessoas sairão menos, agora que descobriram quanto conseguem fazer a partir de casa. Ou elas vão se deslocar de carro de casa para o trabalho e vice-versa para evitar os ônibus e trens lotados.
“Não devemos ser muito otimistas e esperar que em 2021 tudo entrará nos eixos, como se nada tivesse acontecido”, disse Ola Källenius, diretor executivo da Daimler, durante videoconferência com a imprensa. “A pandemia provavelmente terá um efeito imenso sobre a economia e temos de nos preparar.”
“Algumas dessas grandes fábricas na Europa serão um real problema”, disse Peter Wells, diretor do Centro de Pesquisa do Setor Automotivo na Cardiff Business School, no País de Gales. A retomada será especialmente dura para as empresas que produzem carros pequenos, que dão menos lucro, como Fiat, Renault ou a marca SEAT, da Volkswagen.







