
Equipe Focus
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A segunda edição do Seminário Rota Ceará Vanguardas, que ocorreu nesta semana (dias 29 a 31 de março) reuniu, na FIEC, especialistas em três áreas que estão em franco desenvolvimento no estado: energias verdes, saúde e agronegócio.
Os participantes tiveram a oportunidade de conferir oportunidades de negócios nos três hubs, estratégicos para o desenvolvimento econômico local.
Organizado por tema, o primeiro dia contou com a presença de grandes nomes para discutir o hub “Saúde”, que ganhou ainda mais destaque pelas iniciativas locais durante a pandemia, a exemplo do inovador capacete Elmo. O idealizador do equipamento, Marcelo Alcântara, superintendente da Escola de Saúde Pública do Ceará, destacou que mais de 10 mil pacientes utilizaram o capacete no Brasil. Feito com silicone e PVC, o dispositivo foi desenvolvido para oferecer oxigênio em alto fluxo para o paciente internado, reduzindo em mais de 50% as chances de intubação, o equipamento pode ter salvo mais de 50 mil pessoas nos últimos dois anos.
Outra iniciativa inovadora e com proposta de ser comercializada a baixo custo (cerca de 8 centavos) é a “vacina da UECE”, que está sendo desenvolvida por um grupo cearense, com base na experiência positiva da imunização aviária. Intranasal e autoaplicável, a vacina tem potencial para proteger a população da doença, que como esperado, deve se transformar em endemia em breve. “Nossa luta é para que a pesquisa não morra na bancada, precisamos de investimento, pois acreditamos que com os recursos necessários ela se torne realidade em seis meses”, afirmou Ney Carvalho, criador da vacina.
Apostas na exportação nos setores de pecuária leiteira, carcinicultura e fruticultura
No segundo dia de Rota Ceará, o agronegócio ocupou o centro das discussões. Entre os palestrantes, Amilcar Silveira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), apresentou aos ouvintes o Projeto Sementes do Futuro, que é um planejamento estratégico para melhorar e desenvolver o agronegócio no estado, inicialmente, em três segmentos: pecuária leiteira, carcinicultura e fruticultura. Em dez anos, a estimativa é de crescimento expressivo na exportação, com impacto em VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) de R$7,72 bilhões nestes três setores. “Estamos apostando inicialmente nestes três segmentos por serem áreas que dão resposta mais rápida, e é disso que estamos precisando neste primeiro momento”, diz.







