Com BTG no negócio, MeuTudo acelera no consignado e foca em mercado de R$ 400 bi

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Marcio Feitoza, CEO da Meutudo. Foto: Divulgação/Meutudo

A Meutudo, fintech da família encabeçada por Mário Feitoza, parece ter entendido antes da maioria: o novo consignado privado não é só um produto, mas sim uma avenida de crescimento. E entrou acelerando.

Em menos de um ano, já colocou R$ 11 bilhões na rua, atingindo 7 milhões de clientes. Agora, mira um salto agressivo: R$ 25 bilhões até 2027. Isso dentro de um plano maior.

A empresa saiu de uma operação focada em renda para construir uma estrutura de crédito completa, com uma carteira que já bate R$ 20 bilhões e projeção de chegar a R$ 35 bilhões no curto prazo. O consignado privado puxa a frente, mas o ecossistema se expande com FGTS, INSS, Pix parcelado e seguros.

São indicativos que trata-se de uma plataforma, não de um produto. E tem um ponto-chave aqui: timing. Afinal, o mercado ainda está no começo — cerca de R$ 120 bilhões — mas com potencial claro de multiplicar e chegar próximo de R$ 400 bilhões. Quem estrutura operação e distribuição agora, captura escala depois.

A Meutudo decidiu não depender de ninguém para isso. A compra da Parati não foi só uma aquisição. Foi também um movimento de infraestrutura. Com a licença própria, a fintech reduziu custos e eliminou intermediários, levando a experiência para outro nível: crédito aprovado em até 10 segundos. Isso tem poder de mudar o jogo. Velocidade vira vantagem competitiva. E vantagem vira escala.

De acordo com o Pipelive Valor, a aquisição deu mais agilidade à Meutudo, que passou a operar com licença própria de instituição financeira, o que permite operar a custos menores e fazer a contratação de empréstimos ganhar velocidade sem precisar usar outra estrutura. “Em fevereiro, a fintech concluiu a compra da Parati – que Feitoza havia tentado adquirir antes, mas perdeu para a Americanas antes do escândalo que abalou a varejista. Com a empresa do trio 3G se desfazendo de ativos, o empreendedor levou a pequena financeira por R$ 34 milhões, mesmo preço pago em 2020”.

Ainda em fevereiro, o BTG comprou 48% da fintech, em negócio que dá ao banco de André Esteves direito ao path to control. O “casamento”, nas palavras do Ceo Márcio Feitoza, vem para reforçar a originação da empresa e dar uma força no Pan. “A competição com Nubank e outros players digitais tem muito a crescer no BTG”, diz.

Ao mesmo tempo, a entrada do BTG com 48% não é apenas investimento, mas sim, na leitura do mercado, uma aliança estratégica. Distribuição, funding e musculatura para competir com gigantes digitais como Nubank e outros players que ainda estão estruturando suas posições nesse mercado. É um movimento claro de consolidação.

E por trás disso tudo existe um diferencial silencioso: experiência. A Meutudo não nasceu do zero. Veio de uma base familiar com histórico no crédito, conhecimento profundo de risco e leitura de mercado, o tipo de bagagem que encurta curva de aprendizado e acelera execução. No fim, o que está acontecendo aqui não é só crescimento. É posicionamento antecipado em um mercado que ainda vai explodir. A lição já é conhecida: quem constrói agora, lidera depois. 

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