
O governo federal prorrogou por mais 30 dias o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, que seria encerrado neste sábado (25). A medida, válida a partir de domingo (26), foi oficializada por portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na noite desta quinta-feira (23). Já o subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel permanece em vigor.
Como funciona
O subsídio, chamado oficialmente de subvenção econômica, é pago pelo governo a produtores e importadores de combustíveis para reduzir o impacto da alta dos preços internacionais sobre o consumidor. Os repasses são feitos por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Motivo da prorrogação
A decisão foi motivada pela nova escalada do conflito no Oriente Médio, que voltou a pressionar o mercado internacional de petróleo. Após um período de queda em junho, o barril do tipo Brent ultrapassou novamente a marca de US$ 100 nesta semana, elevando os custos da gasolina e do diesel.
O governo chegou a avaliar o fim do benefício após a redução temporária das tensões entre Estados Unidos e Irã, mas a retomada do conflito, somada aos ataques contra petroleiros no Mar Vermelho e aos riscos para a oferta global da commodity, levou a equipe econômica a rever a decisão.
Impacto nos preços
Como o petróleo é a principal matéria-prima dos combustíveis, a alta do barril tende a elevar os preços da gasolina, do diesel e do querosene de aviação, pressionando a inflação e os custos de transporte. A manutenção do subsídio busca reduzir esse impacto para os consumidores.
Outras medidas
Além da prorrogação do benefício, o governo também ampliou a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, por um período inicial de 180 dias. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), busca reduzir a dependência da gasolina derivada do petróleo e amenizar novas pressões sobre os preços.






