Justiça condena plataforma por perfil falso e uso indevido de identidade

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Justiça. Foto: Reprodução.

NATAL – O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte) determinou a indenização de uma mulher após ter sua identidade utilizada em perfil fraudulento em rede social, em decisão publicada em 30/04/2026.

O ponto central

A autora foi surpreendida com a criação de um perfil falso utilizando:

  • suas fotos e vídeos pessoais
  • sua identidade visual
  • sua imagem pública

O perfil era utilizado para aplicar golpes e vender produtos falsificados, induzindo terceiros a acreditarem que se tratava da conta oficial da vítima. A conta chegou a reunir milhares de seguidores, ampliando o dano reputacional.

Mesmo após diversas tentativas administrativas, a plataforma não solucionou o problema de forma eficaz, limitando-se a respostas automatizadas.

A decisão do TJRN

O caso foi julgado pelo Juizado Especial Cível da Comarca de Mossoró. A magistrada reconheceu que houve:

  • uso indevido de imagem
  • violação de dados pessoais
  • falha na prestação do serviço

A sentença destacou que, embora plataformas aleguem não serem responsáveis por conteúdo de terceiros, a responsabilidade surge quando há omissão após ciência da irregularidade.

Trecho central da fundamentação aponta que a situação “extrapola mero dissabor”, configurando violação direta aos direitos da personalidade.

Responsabilização da plataforma

A empresa foi condenada a:

  • pagar indenização por danos morais (R$ 3 mil)
  • remover o perfil fraudulento
  • adotar medidas para impedir a recriação da conta

O juízo também observou que os mecanismos internos da plataforma não foram eficazes para conter a fraude, exigindo intervenção judicial.

Fundamento jurídico destacado

A decisão se ancora em três pilares:

  • Direitos da personalidade (imagem, honra e identidade)
  • Responsabilidade civil por falha no serviço (CDC)
  • Dever de atuação após notificação

Na prática, o entendimento afasta a tese de neutralidade absoluta das plataformas quando há inércia diante de ilícitos.

Impacto prático

O caso reflete uma realidade crescente:

  • golpes com perfis falsos em redes sociais
  • uso indevido de imagem para fraudes digitais
  • dificuldade de resposta das plataformas

A decisão reforça que:

  • vítimas podem buscar reparação judicial
  • plataformas devem agir rapidamente após denúncia
  • omissão pode gerar responsabilidade civil

Por que isso importa

O julgamento sinaliza uma mudança importante:
não basta oferecer ferramentas de denúncia — é necessário que elas sejam efetivas.

Em um cenário de crescimento de fraudes digitais, a decisão fortalece a proteção:

  • da identidade digital
  • da reputação online
  • e da segurança dos usuários

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