
Por que importa: Em convenção nacional do PSD, Ronaldo Caiado oficializou sua candidatura à Presidência da República e adotou um discurso de confronto direto contra os dois principais nomes das pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), tentando se apresentar como uma alternativa ao cenário polarizado.
O que aconteceu:
- Caiado afirmou que Lula e Flávio representam “os maiores rejeitados da política nacional” e pediu ao eleitorado uma oportunidade para “mudar o país”, defendendo que sua candidatura não está ligada aos escândalos que marcaram adversários.
- O presidenciável classificou Flávio como o candidato “escolhido pelo Lula” para um eventual segundo turno e afirmou que “quem rouba com a mão esquerda ou com a mão direita é ladrão”, em referência a investigações e casos envolvendo diferentes grupos políticos.
- Durante coletiva antes da convenção, criticou o governo Lula por, segundo ele, provocar conflitos diplomáticos com os Estados Unidos e acusou aliados de Flávio de alimentar crises políticas em vez de discutir propostas.
Discurso anticorrupção: Caiado citou episódios como Mensalão, Petrolão, rachadinhas, o caso Banco Master e fraudes no INSS para sustentar que possui uma trajetória política sem envolvimento em escândalos, reforçando a narrativa de independência moral.
Mudança de tom: O ex-governador de Goiás endureceu recentemente as críticas a Flávio Bolsonaro. Antes mais cauteloso, passou a questionar sua atuação diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil e as declarações do senador sobre a segurança das urnas eletrônicas.
Bastidores do PSD: A candidatura foi respaldada pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, vice na chapa, além dos governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR), que desistiram da disputa interna. Nem todo o partido, porém, acompanha o projeto: governadores como Raquel Lyra (PE) e Eduardo Paes (RJ) mantêm apoio à reeleição de Lula, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) não compareceu ao evento após participar da convenção de Flávio Bolsonaro no dia anterior.
Contexto: Caiado migrou do União Brasil para o PSD no início de 2026 para viabilizar sua candidatura presidencial. Esta é sua segunda tentativa de chegar ao Palácio do Planalto — a primeira ocorreu em 1989, quando obteve menos de 1% dos votos.






