
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 1,16% em julho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda foi mais intensa que a registrada em junho (-0,50%) e superou a expectativa do mercado, que projetava retração de 1,09%.
Apesar do resultado mensal, o indicador acumula alta de 2,76% nos últimos 12 meses.
Atacado
O principal fator para a retração foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% da composição do IGP-M e caiu 1,74% em julho, após recuo de 0,97% no mês anterior.
A redução foi impulsionada pela queda dos preços de combustíveis e derivados de petróleo, favorecida pelo recuo das cotações internacionais da commodity.
Petróleo
Segundo a FGV, a desaceleração dos preços refletiu o alívio temporário das tensões entre Estados Unidos e Irã no estreito de Hormuz, que reduziu o valor do petróleo no mercado internacional.
A instituição ressalta, porém, que a recente retomada das tensões no Oriente Médio pode pressionar novamente os preços do petróleo e influenciar os indicadores de agosto.
Consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-M, registrou variação negativa de 0,01% em julho, após alta de 0,47% em junho.
A queda foi favorecida pelo recuo dos preços dos alimentos in natura, parcialmente compensado pela alta das passagens aéreas durante o período de férias escolares.
Construção
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,62% em julho, desacelerando em relação à alta de 0,85% registrada no mês anterior.
O IGP-M é utilizado como referência para reajustes de contratos, especialmente de aluguel, e reúne a variação dos preços no atacado, ao consumidor e na construção civil.






