Argentina endurece regras migratórias e prevê expulsão de estrangeiros por ataques ao país

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Foto: Juan Mabromata/AFP

O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que proíbe a entrada e prevê a expulsão de estrangeiros que promovam discursos de ódio, discriminação ou violência contra argentinos em razão de sua nacionalidade.

A medida também alcança pessoas que pratiquem atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais do país.

Justificativa

Segundo o governo argentino, a decisão é uma resposta a recentes manifestações de hostilidade contra a Argentina.

Em comunicado oficial, a Presidência afirmou que “quem atacar a República Argentina não será bem-vindo no país” e reforçou que a defesa dos cidadãos e dos símbolos nacionais é “inegociável”.

Crise com o Brasil

O decreto foi anunciado em meio ao agravamento da crise diplomática entre Argentina e Brasil.

Durante convenção partidária em São Paulo, Javier Milei fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além de declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Reações

O presidente Lula respondeu às declarações de Milei de forma irônica, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou os ataques como “lamentáveis” e afirmou que o presidente argentino presta um desserviço ao próprio país.

Após o episódio, o Itamaraty convocou o embaixador da Argentina no Brasil para prestar esclarecimentos, aprofundando a tensão diplomática entre os dois países.

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