
O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que proíbe a entrada e prevê a expulsão de estrangeiros que promovam discursos de ódio, discriminação ou violência contra argentinos em razão de sua nacionalidade.
A medida também alcança pessoas que pratiquem atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais do país.
Justificativa
Segundo o governo argentino, a decisão é uma resposta a recentes manifestações de hostilidade contra a Argentina.
Em comunicado oficial, a Presidência afirmou que “quem atacar a República Argentina não será bem-vindo no país” e reforçou que a defesa dos cidadãos e dos símbolos nacionais é “inegociável”.
Crise com o Brasil
O decreto foi anunciado em meio ao agravamento da crise diplomática entre Argentina e Brasil.
Durante convenção partidária em São Paulo, Javier Milei fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além de declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Reações
O presidente Lula respondeu às declarações de Milei de forma irônica, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou os ataques como “lamentáveis” e afirmou que o presidente argentino presta um desserviço ao próprio país.
Após o episódio, o Itamaraty convocou o embaixador da Argentina no Brasil para prestar esclarecimentos, aprofundando a tensão diplomática entre os dois países.






