Cartão de crédito lidera dívidas que levam brasileiros à negativação, aponta pesquisa

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Reprodução

O fato: O cartão de crédito passou a ser a principal origem das restrições ao crédito entre consumidores brasileiros, concentrando 42% das pendências registradas por pessoas negativadas. Os dados são de pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), realizada em parceria com a Offerwise Pesquisas.

Na sequência aparecem os empréstimos em bancos e financeiras, responsáveis por 26% das restrições, um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. O crediário representa 23% das dívidas negativadas, após avanço de 11 pontos percentuais, enquanto o cheque especial responde por 16%.

Contas em atraso: O estudo também analisou os débitos em atraso que ainda não resultaram em negativação. Nesse grupo, as contas de telefonia lideram, com 13% dos consumidores relatando pendências, seis pontos percentuais acima do registrado há um ano.

Em seguida aparecem empréstimos bancários (12%), cartão de crédito, contas de água, energia elétrica e IPTU (11% cada), além de crediário e IPVA (10%).

Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, o cartão de crédito e as linhas de financiamento passaram a ser utilizados por muitas famílias como complemento da renda, o que contribui para o aumento do endividamento quando os juros se acumulam.

Prioridades: Apesar do crescimento das dívidas financeiras, a pesquisa mostra que os consumidores priorizam o pagamento de despesas consideradas essenciais.

Entre os inadimplentes, a internet é a conta paga com maior frequência (68%), seguida por água e energia elétrica (63%), telefone (56%), TV por assinatura (46%) e cartão de crédito (41%).

Tempo de atraso: As dívidas ligadas à educação, como mensalidades escolares e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), apresentam o maior tempo médio de atraso, de 15 meses.

Empréstimos bancários e cartão de crédito registram média de 13 meses sem pagamento, enquanto IPTU e crediário acumulam 12 meses de atraso.

Já as contas de água, energia elétrica e o financiamento habitacional apresentam os menores períodos médios de inadimplência, com cinco meses. Condomínio e financiamento de veículos registram média de seis meses, e as contas de telefonia permanecem, em média, sete meses em atraso.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Selo do TSE divide institutos; AtlasIntel apoia iniciativa e acende debate sobre precisão das pesquisas

Aval de Lula consolida Cid Gomes como candidato ao Senado e aproxima definição da chapa governista no Ceará

O Duplo Twist Carpado de Mauro Filho

Obtuário: Cid Carvalho, uma voz que atravessou gerações da comunicação e da política cearense

A chapa dos sonhos do governismo no Ceará

Jogando na defesa e no ataque, Romeu Aldigueri se torna referência no enfrentamento com a oposição

Ceará como um dos elos da nova cadeia automotiva mundial e a bad trip da nossa política

O silêncio de Cid Gomes não é dúvida. É método.

Carta a Trump: Mais um grave erro político de Flávio Bolsonaro

Camilo e Luizianne reabrem canal político após anos de distanciamento

A aposta do Ibmec no capital humano cearense

Fortaleza domina Enem 2025: capital ocupa as 3 primeiras posições do BR e tem 4 escolas entre as 10 melhores

MAIS LIDAS DO DIA

Cartão de crédito lidera dívidas que levam brasileiros à negativação, aponta pesquisa

Mercado reduz projeção da inflação pela terceira semana seguida

TSE firma acordo com big techs para combater desinformação nas eleições de 2026

TST invalida acesso a WhatsApp privado de funcionário em computador da empresa e anula demissão por justa causa

Valdemar diz ter certeza de que Michelle Bolsonaro disputará o Senado em 2026

Ciro Gomes é o primeiro nome oficializado para a disputa ao Governo do Ceará

55% veem Lula reeleito; 25% apostam em Flávio Bolsonaro

Maquiavel explica o Ceará; Por Ricardo Alcântara

Nobel de economia critica tarifas de Trump contra o Brasil e diz que Pix simboliza disputa pelo futuro dos meios de pagamento