
Pichações atribuídas a uma facção criminosa proibindo a campanha de Ciro Gomes (PSDB) foram registradas em Itapipoca, no interior do Ceará, um dia após o candidato prestar depoimento ao Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre denúncias de interferência de organizações criminosas nas eleições.
Ciro foi ouvido na segunda-feira (31), em Fortaleza, na condição de testemunha, em investigação que apura a cobrança de “pedágio eleitoral” por facções em Sobral durante as eleições municipais de 2024. O candidato havia relatado às autoridades que grupos criminosos cobrariam valores para permitir a realização de campanha em determinados bairros.
Ameaças em Itapipoca
As pichações registradas no município proíbem a realização de atos de campanha e o uso de material de Ciro Gomes na região. O episódio ocorre em meio às investigações sobre a possível atuação de organizações criminosas para limitar a propaganda eleitoral e influenciar a disputa política no Ceará.
A suspeita é de que grupos criminosos possam atuar por meio de ameaças, coação de candidatos e restrições à circulação de materiais e equipes de campanha.
Investigação
O depoimento de Ciro ao MPE integra um Procedimento Investigatório Criminal Eleitoral que apura possíveis crimes relacionados à interferência de facções no processo eleitoral.
Entre as condutas investigadas estão coação de eleitores, extorsão com finalidade eleitoral, impedimento de propaganda e organização criminosa.
Campanha fará denúncia
A campanha de Ciro Gomes informou que irá formalizar denúncia junto ao Centro de Apoio Operacional Eleitoral do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) para solicitar providências diante das ameaças e da possível interferência de facções na campanha em Itapipoca.






