Lula defende isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil como justiça social

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IMPOSTO DE RENDA 201,Declaração IRPF 2019. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O fato: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (6), que a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil é uma questão de justiça social. Segundo ele, essa medida, aliada ao aumento da massa salarial e à redução do preço dos alimentos, trará mais poder de compra à população.

Proposta e impacto: Durante entrevista às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia, Lula ressaltou que essa promessa foi aprovada pelos eleitores em sua campanha e que acredita no apoio do Congresso Nacional para sua implementação.

“O que nós queremos [com a ampliação da faixa] é fazer justiça social. Tenho certeza de que o Congresso Nacional aprovará porque todo mundo está preocupado com a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro”, afirmou.

O presidente explicou que o Ministério da Fazenda e a Receita Federal estudam formas de compensação para essa isenção, com a cobrança de impostos sobre rendimentos mais elevados.

“Estão procurando a compensação junto às pessoas que ganham mais, porque, no Brasil, quando uma empresa distribui dividendo, o cara que recebe bilhões em dividendo não paga imposto de renda. É assim no mundo inteiro. É assim na Suécia, na Alemanha, na Inglaterra e em qualquer país do mundo”, argumentou.

Preço dos alimentos e inflação; Lula também destacou a importância de reduzir o preço dos alimentos para equilibrar o orçamento das famílias. Ele mencionou que, desde seus tempos como operário, considera essencial garantir que o trabalhador tenha acesso a alimentos a preços acessíveis.

“Toda vez que a inflação cresce, o [preço do] alimento cresce. E o trabalhador que vive de salário é quem paga o preço”, disse.

O presidente comparou a inflação dos dois primeiros anos de seu governo com o mesmo período da gestão anterior. “Basta comparar a inflação desses dois anos do meu governo, de 7,6%, com os dois primeiros anos do Bolsonaro, que foi 27,4%”, afirmou.

Ele atribuiu a alta dos preços a fatores como a valorização do dólar e a atuação do Banco Central. “Temos um Banco Central totalmente irresponsável, que deixou uma arapuca que a gente não pôde desmontar de uma hora para outra”, disse, acrescentando que não há como mudar drasticamente a economia de um país do porte do Brasil.

Diálogo com empresários e novos mercados: Para reduzir os preços, Lula disse que seu governo tem buscado diálogo com empresários e que medidas estão sendo estudadas pelos ministérios da Fazenda, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.

“Estamos conversando com os empresários e utilizando a competência da Fazenda e dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário para encontrarmos uma solução visando reduzir esses preços”, afirmou.

O presidente também destacou a abertura de 303 novos mercados para os produtos brasileiros, especialmente no setor de alimentos, o que pode ajudar a aumentar a produção e reduzir os preços ao consumidor.

“Eu não posso fazer congelamento nem colocar fiscal em fazendas [para ver se há alimentos guardados]. O que estamos fazendo é chamar os empresários para conversarem com todo setor e ver o que podemos fazer para garantir que a cesta básica do povo brasileiro caiba dentro do orçamento”, concluiu.

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