Equipe Focus
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Em entrevista à Globonews na noite desta quarta-feira, 16, o governador Camilo Santana disse que chegou a solicitar o apoio do Exército ao presidente Jair Bolsonaro. A ação se daria por meio de uma missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), acionada por ordem da Presidência. Segundo Camilo, no entanto, “não há respaldo legal para ação do Exército”.
“Não há resguardo jurídico para o Exército exercer essa função nas ruas. Ele (Bolsonaro) quer proteção jurídica, só querem entrar com o Exército em ultimo caso”, relatou Camilo sobre conversa por telefone com o presidente. O governador citou que a situação no Ceará está “se normalizando”, mas ele diz não descartar novos ataques. “Vamos ser cada vez mais duros com o crime organizado no sistema penitenciário”, justifica. Durante toda a entrevista, Camilo repetiu à exaustão que o Estado não vai recuar nas ações de repressão ao crime.
Camilo citou que a conversa com o presidente foi “muito boa, muito receptiva”. Tratando Segurança como uma questão a ser resolvida nacionalmente, ele diz que Bolsonaro chega ao poder com uma “ferramenta muita boa”, o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), implantada no Governo Temer.
Na entrevista, o governador fez um balanço da Segurança Pública na sua gestão. Além da ausência da União, com falta de autonomia dos estados, ele também apontou a greve dos agentes penitenciários de 2016 como uma das causas para crescimento do crime do Ceará. “A greve quebrou meu sistema prisional”, diz ele, alegando ter levado quase dois anos para recuperação. Esses fatores, segundo Camilo, dificultaram o plano de ação estabelecido pelo Estado – com eixos em prevenção, fortalecimento policial e sistema prisional. Ele citou investimentos feitos, com o efetivo chegando a 29 mil homens, reajuste salarial e tecnologia.
O último balanço da Secretaria da Segurança aponta que, até as 17h desta quarta, foram detidas 383 pessoas suspeitas de envolvimento nos ataques criminosos no Ceará.







