Em movimento agressivo, BTG tira duas dezenas de executivos da XP, incluindo sócios

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Há bons e concretos sinais de que o setor financeiro do Brasil começa a, digamos assim, ingressar no capitalismo. Após mais de duas décadas de um lamentável e galopante processo de concentração bancária, as novas tecnologias e o crescimento de instituições financeiras que nasceram à margem dos bancões, um fato surpreendente e incomum insinua que podemos estar entrando numa fase concorrencial na área.

Em notícia antecipada pelo jornalista Lauro Jardim, do O Globo, e aprofundada pelos jornalistas Geraldo Samor e Pedro Arbex, do Brazil Journal, cerca de 20 executivos da área de private banking da XP, incluindo sete sócios, estão deixando a instituição para montar um nova empresa de gestão de fortunas na qual o BTG Pactual terá 49%.

Claro que se trata de algo inusitado e incomum no pequeno e fechado clube que manda no setor financeiro do Brasil.

Como bem situou o texto do BJ, foi um movimento de proporções sísmicas. Ou seja, um terremoto cujo epicentro está em um pequeno conjunto de bairros paulistanos que abriga as sedes dos grandes bancos e mais vistosas empresas de finanças do País. Sim, a coisa mexe com uma fatia importante do PIB nacional.

“A transação — nos moldes da recente compra da EQI pelo banco de investimentos — é a investida mais agressiva do BTG para ganhar corpo no mercado de assessoria de investimentos e o mais recente rearranjo no mercado de private banking, que também viu a saída de quase 20 executivos do Credit Suisse no final de julho”.

Considerando que a XP mantém escritórios credenciados espalhados por todo o País, incluindo Fortaleza, é óbvio que há desdobramentos que vão além de São Paulo. O movimento mostra o apetite e voracidade que são marcas de André Esteves, o principal acionista do BTG. “O movimento acontece num momento em que a XP tentava criar uma regra de non-compete para todos os funcionários acima de uma certa senioridade”, escreve o Brazil Journal..

A reportagem diz ainda que a XP tenta reverter a revoada, “mas o contrato já estaria assinado e prevê uma multa muito pesada”.

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