Veja coloca Camilo como “saída de emergência” para o PT no Ceará

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A capa da reportagem da Veja.

Segundo reportagem da revista Veja, o Ceará entrou definitivamente no radar de alerta do Palácio do Planalto e passou a ser tratado como um dos pontos mais sensíveis da estratégia eleitoral do presidente Lula para 2026.

O texto descreve um ambiente de crescente tensão política no estado, impulsionado pelo avanço da oposição nas pesquisas e pelo risco inédito de quebra da hegemonia petista no principal colégio eleitoral do Nordeste.

A revista se baseia nas recentes pesquisas nas quais o ex-governador Ciro Gomes lidera as intenções de voto contra o atual governador Elmano de Freitas. O cenário levou o governo federal a discutir planos de contingência, que incluem desde reforço político direto até a eventual substituição do candidato à reeleição, caso a curva negativa se mantenha.

Comentário Focus: não há novidade na reportagem. Dois fatos já bastante conhecidos estimularam o texto. A saber: as pesquisas e o anúncio de que Camilo compõe a lista de ministros relacionados à disputa de outubro. Como Cid Gomes comentou, Camilo deixa de ser sombra de Elmano e passa a ser um fantasma.

A Veja aponta que, embora a Bahia também preocupe, o Ceará é considerado o caso delicado. Desde 2006, o estado tem sido decisivo para as vitórias presidenciais do PT, entregando votações expressivas a Lula. Qualquer retração nesse desempenho, avaliam interlocutores do Planalto ouvidos pela revista, pode comprometer a vantagem nacional do presidente em uma disputa que tende a ser mais apertada.

O texto destaca ainda o papel de ministros estratégicos no xadrez eleitoral. Camilo Santana, titular da Educação e ex-governador, surge como peça-chave no esforço de contenção, enquanto Rui Costa aparece como alternativa na Bahia, sinalizando o grau de envolvimento direto do governo federal na tentativa de preservar seus redutos históricos.

Para a Veja, o recado é claro: o Ceará deixou de ser zona de conforto e passou a ser tratado como território de risco. A simples possibilidade de derrota no estado já foi suficiente para gerar insegurança, movimentar bastidores e endurecer o clima político local, nervosismo que tende a crescer à medida que o calendário eleitoral avança. As pesquisas, sempre elas, como termômetros dos comportamentos.

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