O final de semana que passou selou, ao que parece, mais uma preocupação para o QG da campanha de Lula (PT) à reeleição – ao menos no que diz respeito à qualquer possibilidade, mesmo que remota, de minorar os estragos da imagem do governo e do presidente frente aos evangélicos.
Para quem acompanha de perto essa questão sabe que TODAS as tentativas fragéis de produzir tal aproximação prodzuiram efeito quase zero. Só para citar algumas: quem lembra da “música gospel” como patrimônio nacional? Como esquecer a acachapante derrota de Otoni de Paula (MDB) na tentativa de se eleger como presidente da FPE, no moomento em que se aproximava de Lula?
Para ficar com, talvez, a maior delas: a derrota de Jorge Messias para uma vaga no STF – caso tivesse sido aprovado pelos senadores, Messias seria o segundo ministro evangélico no STF, equiparando, nesse quesito, Lula a Jair Bolsonaro (PL).
Não deu certo.
Pois bem, no sábado, durante encontro do Gideões (que reúne a elite do pastorado brasileiro de uma das maiores igrejas, a Assembleia de Deus), realizado em Santa Catarina e que contou com a presença de Carlos Bolsonaro (PL) no palco, ouviu-se ali uma verdade de fé para os ali reunidos: a família Bolsonaro seria “ungida por Deus” para estar no poder, nas palavras do deputado Marco Feliciano (PL).
“Glória a Deus“, ouviu-se.
No domingo pela manhã mais uma importante movimentação. Silas Malafaia realizou a Santa Ceia em sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e recebeu políticos, como Cláudioo Castro e Flávio Bolsonaro.

Por que isso importa?
Malafaia resistiu, por muito tempo, à indicação de Flávio – segundo disse, em entrevistas e em vídeos publicados nas sua redes, não teria o senador a competitividade sobre Lula que Tarcísio de Freitas (REP) teria; este era seu preferido.
Cessou a resistência. Malafaia recebeu o senador e dedicou a ele postagem em suas redes. Esboçou uma importante oração expurgando “demônios” e “criminosos” da política, declarando a “vitória” de um Flávio que a tudo ouviia de joelhos.
Sinalizou uma deixa: “dá paz ao Brasil” – ou seja, o caos, sob Lula, será vencido com a “paz” de Flávio.
Outro dado: na primeira fila estava ninguém menos que Marcelo Crivella (REp) deputado e bispo de outra igreja, a Universal do Reino de Deus. Nas redesm mostrou empolgação com a Santa Ceia, exibindo várias imagens de Flávio. Nada disso, por certo, sem consultar seu tio, fundador da igreja e de seu partido.
Num mesmo final de semana, três importantes instâncias evangélicas sinalizaram, em seus líderes, apoio a Flávio.
O QG de Lula reagirá?







