
O que aconteceu
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, incluiu o Brasil entre os países que representam desafios para os interesses americanos no hemisfério. Durante audiência no Congresso, Rubio citou o Brasil ao lado de Cuba, Nicarágua e Venezuela, afirmando que a região é majoritariamente formada por aliados de Washington — com algumas exceções.
O que ele disse
“Temos uma coalizão de mais de uma dúzia de países amigáveis neste hemisfério (…), exceto Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, o Brasil, que está em meio a um ciclo eleitoral.” Rubio não explicou quais critérios utilizou para incluir o Brasil nesse grupo.
Por que importa
A declaração ocorre em meio à pior crise diplomática entre Brasília e Washington em anos. Nos últimos dias, o governo Trump:
- anunciou a intenção de classificar PCC e CV como organizações terroristas;
- ampliou a pressão sobre o governo Lula;
- propôs novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
O contexto
Rubio é considerado um dos principais formuladores da política externa do governo Trump para a América Latina e tem adotado posições duras em relação a governos que considera desalinhados aos interesses americanos. A fala reforça a percepção de deterioração das relações entre Brasil e Estados Unidos às vésperas da eleição presidencial brasileira de 2026.
Vá mais fundo
Há poucos meses, o debate girava em torno de tarifas comerciais. Agora, o Brasil passa a ser citado oficialmente por Washington no mesmo bloco de países que os EUA historicamente classificam como adversários estratégicos na região. A mensagem política é clara: a divergência deixou de ser apenas econômica.






